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Fundador da Tok&Stok vira um dos maiores credores do dono da rede

Régis Dubrule, fundador da Tok&Stok, tornou-se um dos maiores credores do Grupo Toky, que entrou com recuperação judicial avaliada em R$ 1,1 bilhão

Fachada de loja Tok&Stok em São Paulo: Grupo dono da rede pediu recuperação judicial
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  • O Grupo Toky, resultante da fusão entre Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada, com dívida de R$ 1,1 bilhão.
  • O fundador da Tok&Stok, Régis Dubrule, é o segundo maior credor da Toky, com cerca de R$ 149 milhões a receber, incluindo R$ 50 milhões de uma dívida com o Itaú que ele comprou.
  • O maior credor é a Vórtx, representando debenturistas, com dívida de R$ 439 milhões emitida em 2024.
  • A família fundadora não descarta retomar o controle da varejista, possivelmente via conversão de dívida em participação na empresa em recuperação.
  • Anteriormente, houve disputas entre fundadores e a Mobly, incluindo uma oferta de compra e uma arbitragem com a SPX; a recuperação judicial foi solicitada no dia 12 de maio.

O fundador da Tok&Stok, Régis Dubrule, tornou-se um dos maiores credores do Grupo Toky, dono da varejista resultante da fusão entre Tok&Stok e Mobly. O grupo entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada, com uma dívida estimada em 1,1 bilhão de reais.

A dívida do Grupo Toky com Dubrule soma 149 milhões de reais, segundo documentos da recuperação judicial. O montante inclui cerca de 50 milhões de reais de uma dívida originalmente com o Itaú, que foi transferida para o empresário. O principal credor da Toky é a Vórtx, responsável por debêntures de 439 milhões de reais emitidas em 2024.

Essa disputa ocorre em meio a um contexto de tensão entre os fundadores da Tok&Stok e o Grupo Toky. A família Dubrule mantém a opção de retomar o controle da varejista, estudando possibilidades para converter dívidas em participação societária, conforme avaliação de uma fonte próxima aos fundadores. Procurados, os Dubrule não comentaram.

Possível retomada de controle

A possibilidade de reconquistar o controle envolve mecanismos de participação na empresa em recuperação. Especialistas destacam que essa opção não é comum, mas pode alinhar interesses de credores e administradores, caso haja acordo entre as partes. Nesse cenário, a conversão de dívida em equity pode ser uma alternativa.

Histórico de tentativas

Os Dubrule já haviam tentado reassumir o controle da Toky antes da fusão com a Mobly, oferecendo 0,68 real por ação para uma Oferta Pública de Aquisição. A Mobly contestou acusações de um acordo com acionistas alemães, alegando prejuízos aos minoritários, o que levou a disputa judicial entre Mobly e Tok&Stok.

Antes da fusão, Régis Dubrule propôs investir 100 milhões de reais para manter o controle, proposta que não foi aceita pela gestora SPX, que acabou vendendo o controle à Mobly em 2024. Um acordo foi alcançado posteriormente em um processo de arbitragem entre Dubrule e SPX.

Recuperação judicial em andamento

O Toky pediu recuperação judicial no dia 12 deste mês, com dívida de 1,1 bilhão. A Justiça ainda analisa a documentação, mas já concedeu tutela de urgência, suspendendo execuções de credores e interrompendo serviços essenciais por 60 dias.

A Toky afirmou que as dificuldades financeiras decorrem de juros altos e do endividamento familiar, e que tem buscado negociação com credores da Tok&Stok. O grupo também destacou que o bloqueio de ativos agravou a situação, apesar de o montante solicitado ter sido maior do que os débitos vencidos.

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