- No prazo final do Imposto de Renda 2026, milhões de brasileiros tentam acertar as contas, enquanto criminosos digitais lançam golpes cada vez mais sofisticados.
- Segundo a empresa de segurança cibernética Kaspersky, ao menos 120 sites falsos ligados ao IRPF foram identificados neste ano, quase o dobro dos 61 registros de março.
- Golpistas costumam começar com e-mails, mensagens de texto ou mensagens em apps, dizendo haver pendências na declaração, irregularidades no CPF ou problemas com restituição.
- Ao clicar, a vítima é levada a páginas falsas que imitam sistemas oficiais, pedindo dados pessoais, senhas do gov.br ou pagamentos via PIX e boleto para “regularizar a situação fiscal”.
- A principal intenção é obter acesso a informações sensíveis, especialmente à conta gov.br; as fraudes exploram urgência da reta final para induzir pressionar os leitores.
Na corrida contra o prazo final do Imposto de Renda 2026, milhões de brasileiros tentam acertar as contas com o Fisco. Criminosos digitais aproveitam a pressão para golpes cada vez mais sofisticados. Ao menos 120 sites falsos ligados ao IRPF foram identificados neste ano, segundo a Kaspersky. O total nearly dobla os 61 registros do início do período de declaração, em março.
Dados da empresa de cibersegurança indicam que a atuação dos golpistas aumenta conforme o prazo se aproxima. Fraudes costumam começar com mensagens por e-mail, SMS ou apps que se passam por comunicados da Receita Federal. Alegam pendências, irregularidades no CPF ou problemas com restituição.
Ao clicar nos links, a vítima chega a páginas falsas que imitam sistemas oficiais do governo. Nesses portais, é comum pedir dados pessoais, senhas do gov.br e até pagamentos por PIX ou boleto para regularizar a situação fiscal. A pressa eleva a vulnerabilidade dos contribuintes.
Como funcionam os golpes
Segundo Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky, a reta final da declaração desperta senso de urgência. Criminosos reforçam a pressão com promessas de descontos inexistentes ou ameaças de malha fina e Dívida Ativa. O principal objetivo é obter informações sensíveis, especialmente acessos à conta gov.br.
Para aumentar a credibilidade, os golpes costumam usar nomes próximos aos oficiais, com termos como Receita Federal, gov, restituição e regularização. As páginas simulam áreas de login e de pagamento, dificultando a identificação, sobretudo entre usuários menos atentos.
Entre as táticas, há seções com títulos como Quem precisa declarar e Como fazer a declaração, orientando o leitor passo a passo. O alerta é para verificar a origem da mensagem e não clicar em links duvidosos.
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