- Inflação em abril por faixa de renda: renda até R$ 2.299,82 subiu de 0,85% para 0,92%; renda acima de R$ 22.998,22 caiu de 0,85% para 0,24%.
- Pressões maiores entre as famílias de baixa renda vieram da energia elétrica e de produtos farmacêuticos; alimentos continuaram pesando no orçamento.
- Itens com maior elevação em abril: arroz (2,5%), feijão carioca (3,5%), batata (6,6%), carnes (1,6%), ovos (1,7%) e leite (13,7%); farmacêuticos subiram 1,8% e higiene 1,6%.
- Transportes ajudaram a reduzir a inflação nas demais faixas: combustíveis tiveram aumentos menos intensos, e tarifas/serviços de transporte caíram (passagens aéreas caíram 14,5%; serviços de aplicativo -2,2%).
- Acumulados: até abril de 2026, faixa de renda baixa acumula 2,66% vs 2,44% na faixa alta; em 12 meses, baixa acumula 3,83% e alta 4,95%; comparação com abril de 2025 mostra aceleração para todas as classes, mais intensa entre as de menor renda.
A inflação de abril desacelerou para quase todas as faixas de renda, mas avançou entre as famílias de renda muito baixa, conforme divulgação do Ipea. O Instituto aponta que a pressão veio principalmente de energia elétrica e itens farmacêuticos, além de alimentos que seguem pesando no orçamento.
O Indicador de Inflação por Faixa de Renda mostra alta de 0,92% para as famílias com renda inferior a R$ 2.299,82 em abril, ante 0,85% em março. Já para quem ganha acima de R$ 22.998,22, a inflação caiu de 0,85% para 0,24%.
Entre os itens que mais subiram, destacam-se arroz, 2,5%, feijão carioca, 3,5%, batata, 6,6%, carnes, 1,6%, ovos, 1,7%, e leite, 13,7%. No grupo saúde e cuidados, farmacêuticos avançaram 1,8% e higiene 1,6%.
Desempenho por setores
O grupo transportes contribuiu para reduzir a inflação nas demais faixas. Os combustíveis tiveram alta menos expressiva, e tarifas de ônibus, serviços de transporte por aplicativo e passagens aéreas apresentaram queda.
Passagens aéreas recuaram 14,5% em abril, e serviços de aplicativo caíram 2,2%, beneficiando principalmente as famílias de renda mais alta. O Ipea aponta que esse comportamento diverge entre as faixas de renda.
Acumular de abril de 2026 a abril de 2026
No acumulado de 2026 até abril, a faixa de renda baixa registra a maior inflação, 2,66%. A classe de renda alta acumula 2,44%. Em 12 meses, há mudança: muito baixa rende 3,83%, enquanto alta atinge 4,95%.
Comparação com 2025
Ao comparar abril de 2026 com o mesmo mês de 2025, houve aceleração da inflação em todas as classes, porém mais intensa entre famílias de menor poder aquisitivo. O avanço de alimentos, energia elétrica e combustíveis ampliou a pressão neste ano.
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