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Rioprevidência terá novas regras de transparência após PF investigar Master

Governador sanciona lei de transparência para Rioprevidência; regras passam a exigir relatórios semestrais, divulgação de investimentos e aprovação de decisões com parecer técnico

Ricardo Couto, governador em exercício do RJ, sancionou com vetos lei sobre aplicação de recursos do Rioprevidência — Foto: Leo Pinheiro/Valor
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  • Rioprevidência terá novas regras de transparência e controle de investimentos, com divulgação de relatórios semestrais, plano anual de investimentos, CNPJ das instituições receptoras, valores, juros e taxas, além de demonstrativo de administração.
  • A publicação incluirá extratos completos das aplicações, detalhando ativos, instituições, rentabilidade, taxas e riscos, conforme lei sancionada pelo governador em exercício, Ricardo Couto.
  • Operações que excederem limites ou critérios regulamentares passarão a exigir parecer técnico, aprovação do Conselho de Administração e divulgação no site da autarquia.
  • A lei é de autoria dos deputados Luiz Paulo e Guilherme Delaroli e foi sancionada em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão no Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024.
  • O governador vetou trecho que exigia exclusividade das aplicações em instituições públicas federais, argumentando que isso prejudica diversificação, eficiência e concorrência, e que governança e transparência já asseguram a proteção dos recursos.

O Rioprevidência, fundo previdenciário do estado do Rio de Janeiro, terá novas regras de transparência e controle de investimentos. A sanção ocorreu nesta quinta-feira (21) pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto. A mudança vem após investigações da Polícia Federal sobre aplicações suspeitas no Banco Master.

O fundo é responsável pelo pagamento de pensões e aposentadorias dos servidores estaduais. Em 2024, a PF investiga operações envolvendo cerca de R$ 1 bilhão em títulos do Master, entre novembro de 2023 e julho de 2024, durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro. Desde abril, o Rioprevidência é chefiado por Felipe Derbli de Carvalho Baptista.

Novas regras para transparência e controle

A lei, proposta pelos deputados Luiz Paulo e Guilherme Delaroli, determina que o Rioprevidência publique semestralmente relatórios detalhados em seu site. Os documentos devem incluir o plano anual de investimentos, o CNPJ das instituições receptoras, os valores aplicados, as taxas de juros e um demonstrativo das taxas de administração.

O texto também prevê o detalhamento periódico do extrato de todas as aplicações, com ativos, instituições, rentabilidade, taxas e riscos. Qualquer operação fora dos limites regulatórios exigirá parecer técnico, aprovação do Conselho de Administração e divulgação no site da autarquia.

Apesar da aprovação, Couto vetou parte da lei. O trecho que obrigava a exclusividade das aplicações em instituições públicas federais foi retirado. O governador argumentou que a restrição prejudica a diversificação, a eficiência e a concorrência entre prestadores.

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