- A safra de café deve chegar a quase 67 milhões de sacas em 2026, alta de 18% frente a 2025.
- Minas Gerais, maior estado produtor, deve responder por mais de 33 milhões de sacas, cerca de 30% acima de 2025.
- Produtores mineiros estão otimistas, com expectativa de melhoria na colheita e recuperação de prejuízos anteriores.
- O café tradicional teve queda de cerca de 15% nos preços nos últimos doze meses, enquanto o café especial subiu quase 17%.
- Mesmo com a safra recorde projetada, fatores externos podem manter a pressão de preços no curto prazo.
A safra de café de 2026 no Brasil deve alcançar quase 67 milhões de sacas, 18% acima de 2025, em expectativa de recorde histórico. O desempenho acompanha condições favoráveis nas lavouras e melhorias no manejo agrícola.
O produtor Mamedio dos Santos, que cultiva café em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, projeta colher o dobro do ano passado, com a expectativa de iniciar a colheita na próxima semana.
Minas Gerais deve responder por mais de 33 milhões de sacas, cerca de metade da safra nacional, apresentando alta de quase 30% frente a 2025. A região é o principal polo produtor do País.
Desdobramentos de preço no varejo
A relação com o consumidor pode não refletir o otimismo de campo. Dados da ABIC indicam variação de preços nos últimos 12 meses: cafés tradicionais caíram 15%, enquanto cafés especiais subiram quase 17%.
Especialistas apontam que fatores externos podem impedir a queda de preços no curto prazo, mesmo com a alta prevista na produção. As autoridades do setor ressaltam a importância de monitorar eventos climáticos e mercados internacionais.
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