- Bolsas europeias avançam, com futuros do EuroStoxx 50 subindo cerca de 1%, enquanto ações da Ásia registram ganhos impulsionados por tecnologia.
- O petróleo sobe pouco mais de 1%, com o Brent chegando a 104,71 dólares por barril e o WTI a 98,01 dólares.
- Investidores continuam esperançosos com avanços nas conversas de paz entre Estados Unidos e Irã, apesar de divergências sobre reservas de urânio e controle da rota marítima.
- Os mercados já precificam possível alta de juros nos Estados Unidos até o fim do ano, diante de preocupações inflacionárias ligadas ao petróleo.
- O dólar se fortalece e os rendimentos de Treasuries sobem; o euro está em 1,1614 dólar; a inflação subjacente do Japão desacelerou em abril, dificultando a trajetória do Banco do Japão.
Os futuros do EuroStoxx 50 avançam cerca de 1%, apoiados por altas no mercado asiático impulsionadas pelo setor tecnológico. Na visão dos investidores, há espaço para avanços nas negociações de paz entre EUA e Irã, mesmo com divergências remanescentes. O preço do petróleo sobe pouco mais de 1% nesta sessão.
No front macro, o mercado acompanha sinais de que o conflito no Oriente Médio pode ter vias de resolução, enquanto o estreito de Ormuz permanece sob tensão. A persistência de interrupções no abastecimento tem influenciado a percepção de política monetária global entre investidores.
Na Ásia, o índice MSCI ex-Japão sobe 0,3% e o Nikkei avança 2%. Já na Europa, o Brent sobe 2%, a 104,71 dólares por barril, e o WTI avança 1,66%, para 98,01 dólares. Os patamares permanecem elevados ante a demanda e a instabilidade da região.
Entretanto, o mercado avalia impactos de longo prazo: a relação entre preços do petróleo e as taxas de juros globais ganha relevância, com operações precificando possíveis altas de juros nos próximos meses. Especialistas destacam que o risco inflacionário sustenta esse cenário.
Para o fim da semana, as autoridades e analistas observam a possibilidade de ajustes na política monetária dos bancos centrais, influenciados pelo preço do petróleo e pela inflação. A divulgação de dados adicionais pode ampliar a volatilidade nos próximos dias.
Em relatório, analistas destacam que a inflação subjacente no Japão desacelerou para o menor nível em quatro anos em abril, o que complica a trajetória de alta de juros do Banco do Japão. A leitura ressalta o desafio de manter o equilíbrio entre crescimento e estabilidade de preços.
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