- Dois senadores republicanos enviaram uma carta ao Departamento de Justiça e à OCC, solicitando que investiguem a compra do Webster Bank pelo Santander, anunciada em fevereiro, que depende do visto da OCC e do Departamento de Justiça.
- Os senadores argumentam que a operação criaria uma instituição controlada a partir de Madrid com Webster como subsidiária, vinculando a saúde financeira de comunidades americanas a um banco estrangeiro.
- A carta exige que as autoridades só aprovem a transação se houver total conformidade com governança, cultura de compliance e controles técnicos alinhados com os interesses dos Estados Unidos.
- O documento cita problemas recentes, como uma conta no Reino Unido usada pelo regime iraniano em 2024 para evasão de sanções e uma exposição de crédito de 230 milhões de dólares da First Brands.
- O Santander mantém otimismo, dizendo que a decisão pode sair no terceiro trimestre, com planos iniciais de aprovação até o fim do ano.
Duas senadores republicanos dos EUA enviaram uma carta às autoridades financeiras do país para pedir que investiguem a compra do Webster Bank pelo Santander. O negócio foi anunciado em fevereiro e depende do aval regulatório. A apostar que envolve o Tesouro e o DOJ.
A carta, dirigida ao Departamento de Justiça e à OCC (supervisor principal de bancos com licença federal), aponta que a transação exigiria também a aprovação da Federal Reserve e de reguladores de seguradoras. Os signatários citam riscos à saúde financeira de comunidades americanas.
Segundo os senadores, a aquisição pode levar à fusão entre Santander e Webster, com controle a partir de Madrid e a Webster como subsidiária. O temor é de que isso conecte bancos estrangeiros à estabilidade financeira local.
Os apoiadores da medida destacam condições: governo corporativo robusto, compliance eficiente e controles técnicos alinhados com padrões norte-americanos. Sem isso, dizem, haveria exposição de trabalhadores e empresas ao risco de interesses estrangeiros.
A carta também menciona preocupações passadas envolvendo o Santander, como alegações de uso de contas no Reino Unido para fins de sanções iranianas. Os senadores pedem fiscalização mais rígida de operações com depósitos americanos.
Entre os tópicos recentes, destacam ainda a falência da financeira automobilística First Brands, com exposição de crédito estimada em US$ 230 milhões, o que, segundo eles, aumenta a preocupação com a expansão do Santander nos EUA.
No texto, os autores argumentam que, se empresas iranianas conseguirem movimentar fundos por meio de contas do Santander, as autoridades devem verificar se operações atuais e futuras, incluindo eventuais fusões com instituições com depósitos americanos, são seguras contra fraudes.
A carta encerra afirmando que a Espanha é um posto estratégico na lavagem de dinheiro na Europa e que controles inadequados podem abrir brechas para entrada de recursos ilícitos. As autoridades regulatórias são instadas a agir com rigor.
O Santander permanece confiante na operação. A empresa informou planos de concluir a transação já no terceiro trimestre, avançando antes do fim do ano em planos iniciais.
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