- Morris Predictive Insights aponta que 68% dos entrevistados acreditam que a administração Trump prioriza deportações em massa em vez de questões de acessibilidade econômica.
- Há insatisfação com custos, com inflação de 3,8% em abril e gasolina em média a $4,55 por galão no fim de semana.
- Trump deverá empossar Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve, substituindo Jerome Powell.
- A confiança na economia está em queda, com 49% avaliando a conjuntura como ruim e 34% como regular, segundo a Gallup.
- A maioria defende redirecionar gastos da imigração para reduzir custos de alimentação e saúde, enquanto 56% dizem que deportações em massa elevam custos para as famílias.
Dois terços dos americanos entendem que a prioridade de Donald Trump tem sido a enforcement migratória, em detrimento de questões ligadas à economia, aponta uma nova pesquisa. O estudo, divulgado dias depois de Trump afirmar que não pensa na situação financeira dos cidadãos durante negociações com o Irã, mostra uma forte oposição à agenda do presidente.
A pesquisa da Morris Predictive Insights revela que 68% dos entrevistados entendem a administração Trump como mais voltada para deportações em massa, sem dar a devida atenção à acessibilidade de bens e serviços. Os números ressaltam um mal-estar econômico crescente em meio a críticas sobre custos da guerra com o Irã.
As cifras aparecem em um momento de alta nos preços de combustível, com média nacional de 4,55 dólares por galão na sexta-feira, segundo a AAA. O valor representa elevação frente ao ano anterior, quando os preços já estavam pressionando famílias.
Aos olhos de analistas, a nomeação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve é um marco que pode influenciar políticas monetárias diante de um quadro inflacionário. Warsh substitui Jerome Powell, alvo de críticas de Trump por não reduzir juros. A inflação atingiu 3,8% em abril.
Outras pesquisas reforçam o cenário de percepção de deterioração econômica. A Gallup aponta confiança econômica em nível baixo, compatível com o recorte da Morris Predictive Insights sobre insatisfação com a economia e com políticas fiscais.
No estudo, quase metade dos respondentes classifica a economia como ruim, e apenas 16% a avalia como excelente ou boa. Entre eleitores que apoiaram Trump, 36% consideram que a gestão possui prioridades inadequadas, enquanto 27% entre eleitores fiéis acham que o caminho não é o correto.
Questionamentos sobre gastos públicos aparecem com força: 53% dos pesquisados preferem redirecionar recursos da fiscalização imigratória para reduzir custos de alimentação ou ampliar programas de saúde, como Medicaid, em vez de ampliar ações de contenção de fronteiras.
Além disso, 56% consideram que a deportação em massa de trabalhadores imigrantes eleva custos para as famílias, e que esse tipo de política pode desorganizar comunidades, restando aos comitês eleitorais de ambos os lados a tarefa de explicar impactos práticos.
Impacto político importante surge entre os eleitores de Trump para as eleições de meio de mandato: 16% dos votantes de 2024 já não pretendem votar no partido, citando a economia enfraquecida e o aumento do custo de vida como principais razões. Outros motivos incluem conduta pessoal e retórica do presidente.
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