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Renan Santos defende processamento de terras-raras no Brasil

Pré-candidato defende o processamento de terras-raras no Brasil e a atração de indústrias de alta tecnologia, com uso de energia renovável no Nordeste

Renan Santos, fundador do MBL (Movimento Brasil Livre) e pré-candidato à Presidência da República, durante entrevista ao vivo no Poder Entrevista no estúdio do jornal digital Poder360, em Brasília.
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  • Renan Santos defende que o Brasil vá além da extração de terras-raras e avance para a industrialização e processamento de minerais críticos, para atrair indústrias de alta tecnologia, semicondutores e datacenters.
  • Propõe acordos para trazer empresas interessadas não apenas na exploração, mas na instalação de cadeias industriais ligadas ao setor, com foco na produção de ímãs, equipamentos industriais e semicondutores.
  • Aposta na energia renovável do Nordeste para atrair tecnologia e centros de dados, considerando a região como potencial “Arábia Saudita” da energia solar e eólica.
  • Critica o projeto de lei sobre minerais críticos em tramitação, apontando brechas e influência de grupos interessados em flexibilizar contrapartidas industriais; defende maior rigidez regulatória.
  • Em economia, defende reformas impopulares apresentadas de forma direta, incluindo reforma fiscal, autonomia do banco central e abertura para privatizações seletivas, mantendo Petrobras sob avaliação estratégica.

O pré-candidato à Presidência Renan Santos defende avançar além da extração de terras-raras, promovendo a industrialização e o processamento de minerais críticos no Brasil. A ideia é atrair indústrias de alta tecnologia, semicondutores e datacenters para o país.

Durante entrevista ao Poder360, ele apresentou propostas para ampliar acordos que tragam empresas interessadas tanto na exploração mineral quanto na instalação de cadeias produtivas ligadas ao setor. O foco seria aumentar a participação nacional na cadeia de valor.

Renan ressaltou que áreas como ímãs, equipamentos industriais e semicondutores podem se beneficiar da atuação em terras-raras e minerais críticos. Também citou a energia renovável do Nordeste como atrativo para empresas de tecnologia.

Região Nordeste e energia renovável

O candidato afirmou que o Nordeste pode se tornar uma referência em energia renovável, com potencial solar e eólico, além da proximidade com cabos internacionais de fibra óptica, favorecendo centros de dados.

Ele criticou o atual projeto de lei sobre minerais críticos, alegando brechas e influência de grupos que pressionariam por menor contrapartida industrial. Disse haver lobby de Centrão e empresas do setor.

Economia, reformas e orçamento

Na pauta econômica, Renan defendeu reformas anunciadas com franqueza ao eleitorado, sem blefes. Propôs ajuste fiscal, controle de gastos e queda de juros para reduzir a inflação.

O pré-candidato defendeu uma reforma fiscal profunda e autonomia do Banco Central. Também enfatizou melhoria do ambiente de negócios para estimular produtividade e reindustrialização.

Segurança pública e legislação

No tema, pediu endurecimento das leis penais e mudanças no Código Penal e na Lei de Execução Penal. Defendeu atuação mais firme contra facções criminosas e apoio a um Ministério da Segurança Pública reconstruído.

A ideia é aumentar a sensação de segurança nas ruas e reduzir custos com proteção privada, mantendo foco em combate ao crime organizado.

Relação com programas sociais e trabalho

Sobre o Bolsa Família, criticou dependência regional e defendeu uma porta de saída, com encaminhamento de beneficiários aptos ao trabalho para ações em parceria com governos locais.

Ele apontou que quem recusar oportunidades de trabalho poderia perder o benefício, buscando reduzir a permanência de famílias em situação de vulnerabilidade.

Trabalho, 6 X 1 e posição internacional

Em relação à escala 6 X 1, disse não ser nem a favor nem contra, sugerindo maior flexibilidade na contratação. Defendeu menos rigidez da CLT e maior uso de formatos de contratação similares aos vistos em outros países.

No âmbito internacional, afirmou que o Brasil precisa se aproximar do Ocidente diante da rivalidade EUA-China, destacando japão, Índia, Taiwan e Vietnã como aliados potenciais para reposicionamento geopolítico.

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