- Um juiz federal da Califórnia, Vince Chhabria, expressou “sérias preocupações” com o mecanismo de ação coletiva do acordo de US$ 7,25 bilhões da Bayer para encerrar ações relacionadas ao Roundup.
- Os críticos buscam impedir o acordo no tribunal federal da Califórnia; a Bayer defende que o acordo permaneça sob análise no Missouri, onde tramita a ação coletiva.
- A audiência final de aprovação está marcada para 9 de julho em St. Louis, e há resistência para transferir o caso de Missouri para São Francisco.
- A Bayer também busca que a Suprema Corte dos Estados Unidos decida se as reivindicações por falha de aviso podem barrar milhares de processos, com decisão esperada até julho.
- A empresa sustenta a segurança do glifosato, retirou a versão residencial do mercado americano em 2023 e enfrenta mais de 65 mil processos, dos quais 11 venceram em julgamentos desde 2015.
O juiz federal Vince Chhabria, de São Francisco, expressou sérias preocupações sobre o acordo de 7,25 bilhões de dólares da Bayer para encerrar litígios ligados ao herbicida Roundup. A empresa afirma que o acordo deve permanecer sob análise em tribunal estadual do Missouri.
Críticos tentam manter o caso sob jurisdição federal, buscando barrar o acordo. A Bayer já teve tentativa anterior de resolver ações em massa por meio de ação coletiva rejeitada pelo mesmo magistrado. A discussão envolve mecanismos de reivindicações futuras.
O objetivo do acordo é encerrar milhares de ações apresentadas nos EUA relacionadas ao Roundup, principalmente por danos alegados por uso do glifosato. A audiência final está marcada para 9 de julho, em St. Louis.
Processo e posicionamentos
A Bayer afirma que o caso não deve ser transferido para São Francisco, defendendo que a maior parte das reivindicações permanece no Missouri. Em nota, a empresa disse que o aviso de remoção não procede, pois a classe está sob tribunal estadual.
Chris Seeger, que lidera os autores no Missouri, disse que o processo deve permanecer onde está e que o acordo conta com apoio significativo de requerentes do Roundup. Ashley Keller, advogada dos reclamantes opoentes, afirmou que buscará convencer o tribunal federal.
A Bayer sustenta que o Roundup é seguro e não causa câncer. A EPA havia avaliado que o glifosato é improvável de carcinogênico em humanos. Ainda assim, a empresa retirou do mercado residencial dos EUA a versão à base de glifosato em 2023.
A empresa relata que, desde 2015, 28 casos chegaram a julgamento e 11 dos demandantes venceram, com indenizações bilionárias em alguns casos. Investidores acompanham a exposição ao Roundup, com queda expressiva das ações desde a aquisição da Monsanto.
Além do acordo em análise, a Bayer aguarda decisão da Suprema Corte sobre a tentativa de interromper milhares de processos por questões de aviso, com expectativa de uma decisão até julho.
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