- André Esteves afirmou que, com três ou quatro medidas simples para conter o crescimento dos gastos públicos, a taxa básica de juros pode cair de 14,5% ao ano para 7%–8%.
- O banqueiro disse que o próximo presidente herdará um país economicamente organizado, mas ainda travado pelo patamar elevado de juros.
- Segundo ele, não é necessário cortar programas sociais, e sim sinalizar controle das despesas públicas, com ajuste que não exceda 2% do PIB.
- Ele também destacou um conflito entre o Brasil institucional e o Brasil não institucional, citando aumento da informalidade, fraudes financeiras e infiltração do crime organizado em instituições públicas.
O chairman do BTG Pactual, André Esteves, afirmou neste sábado, 23 de maio de 2026, que o Brasil pode reduzir a taxa básica de juros para entre 7% e 8% com apenas 3 ou 4 medidas simples de contenção do crescimento dos gastos públicos. Ele participou do 5º Fórum Esfera, em Guarujá, São Paulo.
Segundo Esteves, o próximo presidente herdará um país com organização econômica, porém ainda travado por juros elevados. Ele afirmou que não é necessário cortar programas sociais, mas adotar disciplina fiscal para sinalizar controle sobre a trajetória das despesas públicas no horizonte.
Ele disse que o ajuste não precisa superar 2% do PIB e que, apesar de o país não estar em pleno crescimento, o quadro macro é mais sólido do que em crises anteriores. O tom foi de otimismo relativo sobre a capacidade de recuperação gradual.
Condições econômicas
O banqueiro apontou que a economia brasileira não exige mudanças abruptas, mas disse haver espaço para recuperação gradual da economia. Afirmou que a trajetória do gasto público é central para o ambiente de juros.
Conflito institucional
Esteves destacou um conflito entre o que chamou de Brasil institucional e Brasil não institucional. Citou o aumento da informalidade, fraudes financeiras e infiltração do crime organizado em instituições públicas como exemplos de riscos ao ambiente de governança.
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