- O prazo para entrega da Declaração do IRPF 2026 termina em 29 de maio de 2026; envio após essa data gera multa por atraso.
- Investidores devem revisar com cuidado informações de renda variável, criptoativos, FIIs, ETFs e investimentos no exterior, pois nem tudo chega pronto à Receita. A declaração pré-preenchida ganhou novos dados, como renda variável e recuperação de pagamentos via DARF.
- Antes de transmitir, reúna informes de bancos, corretoras, notas de corretagem, extratos de custódia, comprovantes de dividendos, posições em ativos e dados de criptoativos e de investimentos no exterior.
- A evolução patrimonial precisa fazer sentido: ativos declarados no ano anterior devem aparecer novamente, a menos que tenham sido vendidos ou transferidos; inconsistências serão identificadas pela Receita.
- A restituição do IRPF 2026 começa no mesmo dia do fim do prazo, 29 de maio, com o primeiro lote de 16 bilhões de reais para 8.749.992 contribuintes; 40% das restituições vão para quem usou a declaração pré-preenchida via Pix.
O prazo para entregar a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2026 está quase acabando. O envio sem multa termina em 29 de maio de 2026, conforme calendário da Receita Federal. Declarar após o prazo implica pagamento de multa por atraso.
Para investidores, o processo costuma exigir mais cuidado do que a declaração de salários. Nem todas as informações chegam prontas ao sistema da Receita, cabendo ao contribuinte consolidar dados, revisar operações e conferir a evolução patrimonial.
A declaração pré-preenchida pode acelerar o preenchimento, reduzindo erros de digitação. No entanto, não substitui a conferência, principalmente para operações em Bolsa, criptoativos, FIIs, ETFs e investimentos no exterior, que exigem apuração própria.
Neste ano, a Receita informou que a pré-preenchida passou a incluir novos dados, como informações de renda variável e recuperação de pagamentos via DARF. Mesmo assim, recomenda-se conferir tudo antes da transmissão, especialmente com movimentações frequentes.
“Em um momento em que a Receita aperfeiçoa o cruzamento de dados, a plataforma pode ajudar a evitar erros”, afirma Gustavo Filardi, gerente sênior da Nelogica.
O que revisar antes de enviar o IRPF 2026
Reúna todos os informes antes de abrir a declaração: bancos, corretoras, notas de corretagem, extratos, comprovantes de dividendos, posições em fundos, criptoativos e documentos de compra e venda.
Para renda variável, a atenção é maior. Ações, FIIs, ETFs e operações de day trade exigem verificação de resultados mensais, compensação de prejuízos, imposto devido e coerência entre posição declarada e movimentações do ano.
Declarar apenas os informes das corretoras pode gerar inconsistências. O investidor deve checar se ativos da carteira do ano anterior permanecem declarados ou se foram vendidos, resgatados ou transferidos.
A evolução patrimonial precisa fazer sentido. Ativos declarados no ano anterior devem aparecer novamente, a menos que tenham sido vendidos ou transferidos. A Receita cruza informações patrimoniais e financeiras, tornando inconsistências visíveis.
Ferramentas de apoio ajudam na apuração, especialmente para quem atua em diferentes mercados. A Akeloo, da Nelogica, oferece relatórios sobre movimentações na B3, criptoativos e investimentos nos EUA, mas não substitui a conferência final.
Restituição tem início neste mês
A partir de 29 de maio também começa o pagamento das restituições, com o primeiro lote já divulgado pela Receita. O lote soma 16 bilhões de reais para quase 8,75 milhões de contribuintes, segundo a agência.
O primeiro lote representa 40% do total previsto, em valores e no número de beneficiários. Quase 5 milhões receberão restituição pela declaração pré-preenchida via Pix.
Checklist final para investidores
Antes de transmitir, revise informes de bancos e corretoras, notas de corretagem, DARFs pagos, posição em ativos, lucros e prejuízos, rendimentos isentos, criptoativos, investimentos no exterior e evolução patrimonial entre 2024 e 2025.
Dados bancários devem estar prontos para eventual restituição. Com o prazo próximo, a orientação é evitar envios de última hora para reduzir riscos de omissões e divergências entre patrimônio declarado e movimentações.
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