- A alta do querosene de aviação faz cerca de 121 voos serem cancelados por dia no Brasil, segundo a Abear.
- O combustível representa hoje cerca de 46% dos custos operacionais das companhias aéreas.
- Região Norte e Nordeste são as mais impactadas pela redução da malha aérea, com maior queda de oferta de voos.
- Em maio, as aéreas já registraram aproximadamente 3,5 mil cancelamentos; projectiona-se mais 2,6 mil cortes em junho.
- O governo trabalha para aliviar a crise, com uma linha de crédito emergencial de até R$ 1 bilhão para capital de giro do setor.
A alta do preço do querosene de aviação (QAV) já provocou o cancelamento de cerca de 121 voos por dia no Brasil, segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). O cenário aponta para um impacto direto nos custos operacionais das companhias, com efeito concentrado em rotas regionais.
Dados da Abear indicam que o QAV representa cerca de 46% dos gastos operacionais do setor. Apesar de o combustível ser produzido majoritariamente no Brasil, os preços acompanham a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar. A escalada recente das tensões no Oriente Médio agrava essa pressão.
Segundo o deputado Claudio Cajado (PP-BA), as companhias já registram aproximadamente 3,5 mil cancelamentos de voos em maio e a expectativa é de mais 2,6 mil cortes ao longo de junho. Norte e Nordeste aparecem entre as regiões mais impactadas pela redução da malha aérea.
Norte e Nordeste sofrem mais
A redução de voos atinge principalmente rotas regionais, menos rentáveis em períodos de alta de custos. Cidades menores e regiões com dependência do transporte aéreo sofrem menor oferta de voos, prejudicando conectividade e economia local.
O movimento preocupa o setor de turismo e autoridades locais, já que a conectividade influencia comércio, turismo e movimentação econômica nessas áreas. A diminuição de voos pode reduzir opções para moradores e visitantes.
Governo tenta aliviar a crise
O governo federal busca medidas para reduzir o peso financeiro sobre as companhias. O CMN aprovou, recentemente, uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão para capital de giro das empresas do setor.
A iniciativa visa atenuar o impacto da alta de custos operacionais, que compõe um desafio financeiro herdado da pandemia e agravado pela volatilidade do dólar e do petróleo. As ações são compartilhadas entre o setor público e as empresas para manter conectividade.
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