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Déficit em transações correntes sobe para US$ 1,8 bilhão em abril

Balança comercial registra superávit de US$ 9,7 bilhões em abril, amenizando parte do déficit de transações correntes de US$ 1,8 bilhão

Reprodução: Pixabay
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  • Déficit em transações correntes de US$ 1,8 bilhão em abril de 2026; saldo dos 12 meses encerrados no mesmo mês ficou em US$ 64,3 bilhões, equivalente a 2,66% do PIB.
  • Superávit da balança comercial de US$ 9,7 bilhões em abril, com exportações de US$ 34,3 bilhões ( +13,9% na comparação anual) e importações de US$ 24,6 bilhões ( +6,2%).
  • Conta de serviços com déficit de US$ 5,0 bilhões; despesas com viagens internacionais aumentaram 66,4% e somaram US$ 2,3 bilhões neste mês.
  • Déficit de renda primária de US$ 6,8 bilhões, principalmente devido a lucros e dividendos de US$ 4,6 bilhões e juros de US$ 2,3 bilhões.
  • Investimento estrangeiro direto de US$ 8,9 bilhões em abril; reservas internacionais atingiram US$ 366,9 bilhões, alta de US$ 4,9 bilhões.

O Banco Central informou que o Brasil registrou déficit de US$ 1,8 bilhão na transação corrente de abril de 2026. Em abril de 2025, o saldo era de US$ 1,6 bilhão negativo. A piora veio principalmente dos serviços e da renda primária, enquanto o aumento do superávit da balança comercial moderou o déficit externo.

Nos 12 meses encerrados em abril, o déficit somou US$ 64,3 bilhões, equivalente a 2,66% do PIB. Em abril de 2025, o saldo negativo acumulado era de US$ 73,9 bilhões, ou 3,46% do PIB. O resultado revisa a leitura da pandemia de choques externos sobre a economia brasileira.

Superávit comercial cresce em abril

O superávit da balança comercial alcançou US$ 9,7 bilhões em abril, ante US$ 7 bilhões em abril de 2025. As exportações somaram US$ 34,3 bilhões, alta de 13,9% na base anual, enquanto as importações ficaram em US$ 24,6 bilhões, avanço de 6,2%.

O BC destacou que o crescimento das exportações ajudou a amenizar a pressão das despesas externas, contribuindo para reduzir o saldo negativo da conta externa.

Serviços e viagens internacionais

A conta de serviços registrou déficit de US$ 5 bilhões em abril, frente a US$ 4,1 bilhões em igual mês de 2025. Despesas com telecomunicação, computação e informações subiram 26%, para US$ 0,8 bilhão, e aluguel de equipamentos subiu 16,1%, para US$ 1,1 bilhão.

As despesas líquidas com viagens internacionais aumentaram 66,4%, com brasileiros gastando US$ 2,3 bilhões no exterior. Receitas com turistas estrangeiros ficaram estáveis, em US$ 0,8 bilhão.

Renda primária e investimentos

O déficit de renda primária atingiu US$ 6,8 bilhões em abril, elevação de 35,5% na comparação anual. Despesas com lucros e dividendos somaram US$ 4,6 bilhões, contra US$ 3,4 bilhões em 2025, enquanto juros avançaram 36,4%, para US$ 2,3 bilhões.

Investimentos diretos estrangeiros (IDP) registraram entrada líquida de US$ 8,9 bilhões em abril de 2026, frente US$ 5,4 bilhões em abril de 2025. A entrada decorreu principalmente de participação no capital, de US$ 6,8 bilhões, e de operações intercompanhia, de US$ 2,1 bilhões.

Reservas internacionais

As reservas internacionais chegaram a US$ 366,9 bilhões em abril de 2026, aumento de US$ 4,9 bilhões sobre março. O BC aponta como fatores o retorno líquido de operações de linha com recompra, variações cambiais positivas e receitas de juros das reservas.

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