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Fed restringe supervisores bancários; Wall Street busca vitórias regulatórias

Bancos pressionam o Fed para consolidar o novo regime de supervisão e reduzir chances de reversão por futuras administrações democratas

— Foto: Michael Nagle/Bloomberg
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  • Bancos de Wall Street pressionam o Federal Reserve para consolidar o novo regime de supervisão, de modo que as mudanças fiquem difíceis de reverter em futuras administrações democratas.
  • O regulador vem reduzindo o uso de MRAs (itens que exigem atenção) — a principal ferramenta para corrigir deficiências — e substituiu por observações, com possibilidade de rebaixamento de MRAs.
  • As instituições buscam garantias explícitas por escrito de que as observações não serão escaladas para MRAs sem mudança nos fatos, e o Fed promete esclarecer a documentação pública.
  • Há preocupação entre bancos com a ambiguidade jurídica das observações e que futuros dirigentes democratas possam usá-las para impor MRAs, afetando o teto regulatório.
  • O governo de Donald Trump defende maior flexibilidade regulatória, e especialistas apontam que medidas podem se tornar permanentes, mesmo com a necessidade de aprovação do conselho do Fed.

Bancos de Wall Street pressionam o Federal Reserve para consolidar o novo regime de supervisão, buscando evitar que futuras administrações democratas revertam mudanças. O objetivo é firmar o conteúdo regulatório a longo prazo.

A ideia é reduzir a ambiguidade jurídica em torno do uso de MRAs, a ferramenta que orienta bancos a corrigir falhas de gestão de risco. As discussões acontecem nos bastidores, com fontes citadas anonimamente.

Segundo as fontes, o Fed pode formalizar as mudanças para criar uma base jurídica robusta, dificultando alterações por governos vindouros. O objetivo dos bancos é assegurar maior previsibilidade regulatória.

O contexto envolve a reforma promovida durante a gestão do governo Trump, que limitou o uso de MRAs e ampliou a atuação sobre observações. Reguladores divergem sobre o papel dessas ferramentas.

Mudanças em curso

O Fed sinalizou que pode rebaixar alguns MRAs a meras observações, sem caráter vinculante. Em fevereiro, o banco também indicou que poderia atualizar a documentação pública de 2013 para esclarecer o uso das observações.

Os bancos temem que futuras lideranças do Fed do sexo democrático elevem observações a MRAs, o que impactaria as instituições mesmo sem novas evidências de risco. Eles buscam garantias explícitas por escrito.

Bowman, vice-presidente de supervisão indicada por Trump, defende mudanças que priorizam riscos reais e minimizam interferências na gestão de bancos. Defensores dizem que a cultura de supervisão precisa de ajuste.

Perspectivas e impactos

O Fed afirma que vai alterar a documentação pública para dar mais clareza, segundo uma das fontes. Observações não são vinculativas e geram insegurança jurídica para as instituições, conforme analistas ouvidos.

Especialistas jurídicos veem potencial permanência das mudanças, especialmente com saídas de supervisores com longa atuação. A possível resistência de democratas no conselho do Fed também é apontada como fator relevante.

Críticos afirmam que as mudanças reduzem proteções do sistema financeiro em um momento de vulnerabilidade econômica global. Bancos reiteram a necessidade de evitar uso excessivo de MRAs para questões menores.

O surgimento de novos princípios operacionais para examinadores tende a tornar as alterações mais duráveis, ainda que dependam de votação do conselho do Fed. O objetivo é consolidar o rumo regulatório adotado.

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