- O Banco de España aponta que correções como Correos Cash, cashback e oficinas móveis têm uso muito limitado para levar dinheiro a municípios sem agência.
- Em 2025, 78,6% da população usa caixas eletrônicos; 8,4% recorrem à agência bancária; Correos Cash e cashback têm conhecimento baixo e uso residual (Correos: 25% conhecem, 6,3% utilizam; cashback: 21% conhecem, 13% usam).
- Em municípios sem agência, adesão a essas alternativas é ainda menor (Correos: 3,5% que conhecem usaram; cashback: 6,9%; oficinas móveis: 0,59%).
- O dinheiro continua relevante na chamada “España vaciada”: 71% da população nesses locais usa o dinheiro como principal meio de pagamento, com maior dependência em municípios com menos de 5 mil habitantes (72%).
- O número de pontos de acesso presenciais caiu 2,5% entre 2021 e 2024 (de 68.883 para 67.166), com menos disponibilidade e maior tempo de deslocamento para quem vive em áreas rurais.
O Banco de España concluiu que as soluções criadas para levar dinheiro em espécie a municípios sem agência bancária têm uso ainda residual. Correos Cash, serviços de cashback e agências móveis não atingem ampla adesão, aponta o relatório de Inclusão Financeira publicado nesta semana.
O estudo destaca que o cajero automático continua sendo o principal meio de retirada no país, com 78,6% da população usando esse canal em 2025. Bancos tradicionais aparecem como segunda opção, com 8,4% de adesão.
Correos representa apenas 25% de conhecimento e 6,3% de uso entre quem o conhece; o cashback chega a 21% de conhecimento e 13% de uso.
Entre munícípios sem agência, o panorama é mais restrito. Apenas 3,5% dos que conhecem Correos o utilizaram para sacar dinheiro no último ano, e o cashback chega a 6,9%. Oficinas móveis têm utilização de apenas 0,59% da população local.
O relatório aponta que, mesmo com maior oferta de opções, o efetivo uso depende da presença física de serviços. Quando se observa a “España vazia”, 71% passa a depender do dinheiro vivo como principal forma de pagamento, acima da média nacional.
Em municípios com menos de 5 mil habitantes, a dependência do dinheiro em espécie sobe para 72%. Isso mostra maior necessidade de dinheiro físico onde o acesso presencial é mais limitado.
Ao longo de 2021 a 2024, pontos de acesso presencial caíram de 68.883 para 67.166, queda de 2,5%. O recuo resulta do fechamento de agências e de menos caixas, compensado, em parte, pelo crescimento de caixas independentes e por iniciativas móveis.
O relatório também analisa tempo de deslocamento para pontos de acesso ao dinheiro. Globalmente, 76% chegam em menos de dez minutos; em municípios sem agência, cai para 57,7%, com parte da população dependendo de carro ou moto.
Dentro das cidades grandes, existem desigualdades. Em Madrid, Barcelona, Málaga e Sevilla, há variações entre distritos na disponibilidade de pontos de acesso e na distância às agências.
Apesar dos desafios, a satisfação com os serviços de acesso ao dinheiro é alta. Entre usuários de caixas, 80,8% estão satisfeitos; em agências, 88,4% também relatam satisfação, com níveis ainda mais elevados entre idosos.
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