- O Arco Norte respondeu por quarenta e nove por cento (39,5%) das exportações nacionais de soja e milho em 2025, com soja respondendo por 36,2% e milho por 48%.
- O Porto de Itaqui, no Maranhão, passou de 11,55 milhões de toneladas embarcadas em 2021 para 20,14 milhões em 2025; Barcarena, Santarém e Itacoatiara ganham relevância, enquanto o Porto de Santos continua como principal corredor, com 34,57 milhões de toneladas de soja e 14,68 milhões de milho.
- A soja brasileira somou 108,18 milhões de toneladas exportadas em 2025; o Mato Grosso lidera com 32,06 milhões de toneladas, e a China recebe cerca de 78,9% das exportações.
- No milho, o Brasil exportou 40,98 milhões de toneladas em 2025, com produção nacional de 141,1 milhões; o Mato Grosso sozinha representa aproximadamente 56% das exportações.
- Desafios incluem secas na Amazônia que afetam hidrovias como Madeira, Tapajós-Teles Pires e Solimões-Amazonas; há déficit nominal de 15,9 milhões de toneladas na capacidade de armazenagem em 2026; 95% das unidades utilizam caminhões como principal modal; recomendam-se investimentos em ferrovias (FICO, FIOL, Transnordestina), expansão portuária e hidroviária e políticas para modernização de armazéns.
O Arco Norte se firmou como rota-chave para a exportação brasileira de soja e milho. Dados da Conab, no Anuário Agrologístico 2026, mostram que portos acima do 16° Sul concentraram 39,5% das exportações nacionais em 2025.
Para a soja, 36,2% dos embarques passaram pelo Arco Norte; no milho, a participação alcançou 48%. O crescimento está ligado a corredores logísticos que reduzem distâncias e custos, unindo rodovias, ferrovias e hidrovias.
O Porto de Itaqui, no Maranhão, ampliou a movimentação, indo de 11,55 milhões de t em 2021 para 20,14 milhões em 2025. Barcarena, Santarém e Itacoatiara ganharam relevância para o escoamento do Centro-Oeste.
Desempenho do Arco Norte
A expansão logística acompanha a expansão da produção em Mato Grosso e na região do Matopiba, que envolve Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Ainda assim, o Porto de Santos permanece como principal corredor, com 34,57 milhões de t de soja e 14,68 milhões de t de milho em 2025.
Crescimento das exportações
A soja brasileira somou 108,18 milhões de t exportadas em 2025, frente a 9,48% a mais que 2024. Mato Grosso liderou com 32,06 milhões de t; a China foi o principal destino, respondendo por cerca de 78,9% das exportações.
No milho, o Brasil exportou 40,98 milhões de t em 2025, com produção nacional de 141,1 milhões de t. Mato Grosso respondeu por cerca de 56% das exportações do cereal.
Desafios estruturais e recomendações
A Conab alerta para gargalos logísticos e climáticos, como secas na Amazônia que afetam hidrovias como Madeira, Tapajós-Teles Pires e Solimões-Amazonas. A navegabilidade é prejudicada em períodos críticos.
Há déficit nominal de 15,9 milhões de t na capacidade de armazenamento em 2026, estimando 218,2 milhões de t de produção para a primeira safra, ante 202,3 milhões disponíveis. A dependência de transportes rodoviários gira em torno de 95% das unidades.
A Conab recomenda ampliar ferrovias como FICO, FIOL e Transnordestina, além de expandir infraestrutura portuária e hidroviária. Também sugere políticas de incentivo à construção e modernização de armazéns nas regiões de expansão agrícola.
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