- Rafael Szarf assume a presidência da Loggi, substituindo Viviane Sales, com foco na melhoria das operações e na sustentar financeiramente a empresa.
- A Loggi busca dobrar sua participação de mercado, hoje em dez por cento, mirando o breakeven no segundo semestre de dois mil e vinte e três.
- A reestruturação desmembra funções do CEO: Szarf fica com foco total na operação, enquanto o chairman Marcel Arins fica responsável por jurídico, novos negócios e finanças; Sales permanece no advisory board.
- A empresa pretende investir R$ cem milhões em tecnologia e pesquisa para aperfeiçoar o last mile, o sortimento e a jornada do cliente, sem distribuir dividendos nos próximos dois anos.
- A Loggi conta com mais de duzentos e cinquenta agências no Brasil, dez cross dockings e mais de 1,9 mil pontos de retirada e devolução, com capacidade de processar quinhentos mil pacotes por dia.
A Loggi anunciou a nomeação de Rafael Szarf como novo presidente, substituindo Viviane Sales, com foco na melhoria de operações e sustentabilidade financeira. Szarf assume em meio a uma nova fase de execução, segundo o chairman Marcel Arins.
O objetivo da empresa é dobrar a participação de mercado, hoje estimada em 10%. Szarf vem da área de operações, com passagem pelo Zé Delivery e pela Ambev, e terá papel central na condução da operação.
Viviane Sales permanece na companhia, atuando no advisory board, como parte da reorganização que prioriza a execução e o controle de caixa. A transição foi desenhada em parceria com Sales.
Estrutura e metas financeiras
A Loggi já captou mais de US$ 500 milhões e busca alcançar o breakeven no segundo semestre de 2023, com faturamento anual estimado em R$ 1,5 bilhão. Investimentos em tecnologia totalizam R$ 100 milhões neste ano.
A empresa prevê melhorar a eficiência operativa e a jornada do cliente, incluindo atualização de software de roteirização para entregadores e melhoria de sortimento. O foco é reduzir desperdícios e acelerar entregas.
Operação, ativos e expansão
A Loggi possui mais de 250 agências no Brasil, dez cross dockings e cerca de 1,9 mil pontos de retirada e devolução (PUDO). Em 2021, a companhia teve valuation próximo a US$ 2 bilhões.
A expansão territorial não é prioridade neste momento, dado o alcance já estabelecido. A empresa também está revisando ativos, com vendas de duas operações recentes para o Mercado Livre.
Szarf afirmou que a empresa passará a controlar cada etapa da operação, monitorando status de pacotes e causas de devoluções para melhorar a jornada do cliente. A meta é consolidar a execução e a sustentabilidade financeira.
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