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Dólar sobe para R$ 5,07, impulsionado por IGP-M e desemprego

Dólar abre em alta a 5,07 reais, com IGP‑M e desemprego influenciando; petróleo dispara e Copom pode manter ciclos de queda frente à inflação, enquanto operação contra lavagem avança

Mercado ajusta apostas na taxa de juros após divulgações o índice de preços medido pelo IGP-M e da taxa de desemprego para abril
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  • Dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,07, influenciado pelo IGP-M e pela taxa de desemprego de abril.
  • O contrato de Brent para julho subiu 2,7%, para US$ 94,72 o barril.
  • Tensões entre Estados Unidos e Irã aumentam a incerteza, com sanções americanas a uma agência iraniana e ataques a navios no estreito de Hormuz.
  • A bolsa brasileira recuou 0,5% na sessão, mantendo viés negativo para o mês.
  • IGP-M subiu 0,84% em maio; desemprego caiu para 5,8% no trimestre até abril; Copom se reúne em junho para definir a Selic, com expectativas de novo corte de 0,25 ponto.

O dólar abriu o dia em alta no Brasil, cotado a cerca de R$ 5,07, influenciado pelo IGP-M e pela taxa de desemprego de abril. O mercado acompanha, ainda, a operação da Carbono Oculto contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com foco também no sistema financeiro.

O dólar ficou em R$ 5,074, com variação de 0,25% frente ao fechamento de ontem. O petróleo mostrou desempenho positivo, com o Brent para julho subindo 2,7%, a US$ 94,72 por barril, após queda no pregão anterior.

As tensões entre Estados Unidos e Irã elevam a incerteza global sobre o fornecimento de petróleo. O Tesouro dos EUA sanctionou uma agência iraniana ligada ao controle do Estreito de Hormuz, rota que já abasteceu o mercado mundial de petróleo. Quatro navios teriam sido atingidos pelas forças iranianas, segundo a Irib.

A Bolsa brasileira vê recuperação após dois pregões de queda. O Ibovespa registrou queda relevante na sessão anterior, mas mantém viés negativo neste mês, conforme dados preliminares do fechamento de ontem.

Entre os fatores de inflação, o IGP-M de maio registrou alta de 0,84%, acumulando 1,95% em 12 meses, segundo o FGV/Ibre. Em comparação, o mesmo indicador marcou 7,02% no fim de abril do ano passado. Esse movimento impacta contratos de aluguel e negociações de ativos.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, apontou aceleração no acumulado de 12 meses, superando o techo da meta do BC, de 4,5%. A ata do Copom sinaliza vigilância sobre novos cortes na Selic, com a última temporada trazendo reduções de 0,25 p.p. em março e abril, levando a Selic a 14,5% ao ano.

Mercado de juros aguarda a próxima decisão do Copom, que será definida no encontro de junho. No momento, há divergências entre 79% de contratos de opções que apontam novo corte de 0,25 p.p. e 15,5% que pedem manutenção da taxa.

No cenário de trabalho, a taxa de desemprego caiu para 5,8% até abril, o menor patamar da série histórica para o período. O IBGE aponta que maior renda e consumo aquecem a inflação, influenciando as expectativas de política monetária.

A operação Carbono Oculto envolve 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Ao todo, cerca de 135 servidores trabalham no esforço para desmantelar fraudes, sonegação e lavagem no setor de combustíveis, com apoio do MP-SP, Receita Federal e outros órgãos.

Investigações da Receita apontam que instituições financeiras teriam atuado como bancos paralelos de uma organização criminosa ligada ao mercado de combustíveis. Ao menos seis empresas movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025 por meio de depósitos em espécie e contas em pagamentos, para ocultar valores.

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