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Raiz4 despenca após plano de recuperação com dívida bilionária

Venda de ações da Raízen despenca após plano de recuperação extrajudicial avaliado em R$ 75,35 bilhões, com credores podendo deter a maioria da empresa

Raízen (RAIZ4): cotação abaixo de R$1 acende alerta na B3
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  • As ações da Raízen (RAIZ4) chegaram a cair mais de vinte e um por cento, encerrando o pregão com queda de dezenove vírgula cinco por cento, a R$ cinco com três ou quatro centavos, após mínima de R$ 0,33.
  • O plano de recuperação extrajudicial envolve dívida total de R$ 75,35 bilhões, sendo R$ 65,4 bilhões incluídos no processo de reestruturação.
  • A operação prevê aporte de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, a preço de R$ 0,25 por ação, além da emissão de novas ações ordinárias.
  • Análise do UBS BB aponta que credores podem ficar com cerca de 83% da empresa ao final, equivalentes a 72% das ações ordinárias.
  • O plano oferece opções de pagamento aos credores (A, B ou C), prevê possível cisão entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis e mudanças na governança, com credores ganhando peso na administração.

A Raízen (RAIZ4) apresentou um plano de recuperação extrajudicial queแล envolve uma dívida total estimada em R$ 75,35 bilhões. O anúncio ocorreu após negociações com credores, gerando forte volatilidade no pregão, com queda acentuada das ações ao longo da sessão.

As ações chegaram a cair mais de 21% durante o dia, encerrando em queda de 19,05% a R$ 0,34, após atingirem R$ 0,33. A empresa é uma joint venture entre Shell e Cosan, com foco no setor de energia no Brasil.

A pauta central é o crédito em recuperação, com aporte de capital da Shell no valor de R$ 3,5 bilhões, a um preço de R$ 0,25 por ação. Também há a previsão de emissão de novas ações ordinárias como parte da reestruturação.

Estrutura da recuperação e convergência entre credores

Análise de mercado aponta que a taxa de conversão de R$ 0,25 por ação pode colocar credores em posição de controle, estimando-se que eles terminem com cerca de 83% da empresa ao final do processo, equivalentes a 72% das ações ordinárias.

O plano oferece diferentes caminhos para pagamento aos credores, incluindo três opções distintas. Na opção A, 45% da dívida vira ações; 55% restante vira instrumentos de dívida vinculados às novas unidades.

Na opção B, a dívida é trocada por novos títulos emitidos pela Raízen Energia, com desconto de 80% e prazo até 2047. Já na opção C, há pagamento em dinheiro limitado a até R$ 150 milhões no total da operação.

Governança e possíveis mudanças estruturais

A proposta prevê mudanças na governança, com credores ganhando participação relevante. A administração atual seria mantida, mas com maior influência dos credores no conselho, que passaria a ter sete membros: quatro indicados por credores e três pelos acionistas, incluindo a presidência do colegiado.

Caso haja aprovação, pode haver cisão entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis após a conclusão do processo. O objetivo é reduzir o peso da dívida e reorganizar a estrutura de capital da companhia.

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