- Dólar abriu a última sessão de maio em R$ 5,05, em relação ao fechamento de ontem, com queda do petróleo no exterior e expectativa de trégua entre EUA e Irã.
- Brent opera em baixa: contrato com vencimento em julho recuava para US$ 91,15 o barril, queda de cerca de 1,7% às 9h.
- PIB brasileiro do primeiro trimestre variou 1,1% ante o quarto trimestre, acumulando 2% em 12 meses.
- Ibovespa encerra maio em queda, com baixa acumulada de 8,7% e 175.063 pontos; fluxo externo negativo de R$ 13 bilhões no mês.
- Copom se reúne em 16 e 17 de junho para definir a Selic; juros já reduziram 0,25 ponto percentual nos últimos encontros, para 14,50% ao ano.
O dólar abriu a sessão final de maio em alta, cotado a R$ 5,05. A moeda pressionou-se com a queda do petróleo no exterior e com a expectativa de continuidade de negociações entre EUA e Irã. No cenário local, o mercado reagiu à divulgação do PIB brasileiro do primeiro trimestre pelo IBGE.
O dólar registrou avanço de 0,36% frente ao fechamento de ontem. Em abril, a divisa acumulou alta de 1,6% no mês, ainda com recuo de 8% no ano, após iniciar 2026 próximo de R$ 5,49.
O petróleo dá o tom externo: o Brent para julho recuou 1,7% a US$ 91,15 o barril às 9h, na ICE. A commodity acumula queda de 22% no mês, mas mantém ganho de quase 48% no ano em relação ao fim de 2025.
PIB e ambiente de mercado
O IBGE informou que o PIB do 1º trimestre variou 1,1% ante o quarto trimestre de 2025 e, em 12 meses, houve alta de 2%. O dado reforça expectativas sobre o ritmo da economia brasileira e impactos sobre a política monetária.
O Ibovespa encerrou maio com queda acumulada de 8,7%, aos 175.063 pontos, interrompendo série de ganhos recentes. O fluxo externo mostrou execução negativa de aproximadamente R$ 13 bilhões em maio, enquanto o saldo do ano continua positivo em R$ 43 bilhões.
Sobre o Copom e os juros
O Copom reúne nos dias 16 e 17 de junho para definir a taxa Selic. Nos dois últimos encontros, a autoridade monetária reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 15% ao ano para 14,5%. A decisão depende de dados de atividade e inflação nos meses seguintes.
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