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Esforços para colocar fundos imobiliários brasileiros no mapa global

Lareal reunirá gestoras para padronizar FIIs na América Latina e atrair capital estrangeiro, ampliando transparência e participação em ETFs globais

Brasil aparece com 8,69% de participação em índice que acompanha empresas e veículos imobiliários listados em mercados emergentes
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  • Seis gestoras — Alianza, Guardian, Suno, TRX, Valora e Vinci Compass — criaram a Lareal (Latin America REITs Association) para institucionalizar o mercado de FIIs no Brasil e na América Latina; escritório de advocacia I2A Advogados também participa.
  • A missão é padronizar informações, organizar dados e atrair recursos de investidores institucionais, locais e estrangeiros, promovendo maior transparência no setor.
  • A Lareal aposta em atrair capital externo via critérios globais, com foco em facilitar a entrada de investidores que hoje ainda não participam do mercado de FIIs.
  • A participação brasileira nos índices globais de imóveis, como o FTSE EPRA Nareit Emerging Index, poderia subir de 8,69% para 13,45%, elevando o market cap para cerca de US$ 25,5 bilhões (contra US$ 14,04 bilhões hoje).
  • A associação participa da REITweek em Nova York em junho para ampliar a interlocução com investidores e a indústria global, mantendo diálogo com outras gestoras brasileiras.

A ofensiva para colocar os fundos imobiliários brasileiros no mapa do investidor internacional ganha ritmo com a criação da Lareal, organizada por seis gestoras e um escritório de advocacia. Alianza, Guardian, Suno, TRX, Valora, Vinci Compass e I2A Advogados formam a associação Latin America REITs Association, anunciada em 29 de maio. O objetivo é institucionalizar o mercado no Brasil e na América Latina, ampliando transparência e atraindo capital estrangeiro.

Segundo Potyguara Camargo, presidente da Lareal, o Brasil é o sétimo maior mercado de FIIs, mas não possui voz consolidada nem visibilidade internacional. A agenda inclui padronizar dados, criar padrões de apresentação de informações e oferecer inteligência de mercado para facilitar a entrada de investidores institucionais locais e globais.

A proposta envolve estabelecer critérios de elegibilidade, acompanhar normas internacionais e promover advocacy. A Lareal pretende tornar o mercado brasileiro mais acessível a fundos de pensão, multimercados e outros players, atuando como porta de entrada para novos investidores no segmento de FIIs.

Organização e alcance

A associação busca, a partir da padronização, facilitar a entrada de capital estrangeiro, que já observa parte dos FIIs pela lógica de veículos de investimento globais. A Lareal aponta que a entrada de ETFs pode intensificar fluxos de capitais no curto prazo e ampliar a participação brasileira em índices internacionais.

Dados indicam que o Brasil representa 8,69% do FTSE EPRA Nareit Emerging Index. Com maior inclusão, a participação poderia subir para 13,45%, com market cap estimado em US$ 25,5 bilhões. A meta depende do alinhamento com critérios de elegibilidade de índices.

A iniciativa já conta com conversas com mais quatro gestoras brasileiras e, futuramente, com atuantes em outros países da América Latina, excluindo o México. Em junho, a Lareal participa da REITweek, em Nova York, para ampliar a interlocução com investidores e associações do setor.

Parcerias e perspectivas

A Lareal já está associada à Global REIT Alliance, grupo que harmoniza padrões de governança, reporte e divulgação de dados na América Latina. Há expectativa de que a atuação internacional ajude a aproximar o mercado brasileiro da indústria global e atraia maior fluxo de recursos para FIIs no curto prazo.

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