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IDEC vê possível abuso em exigir CPF para desconto

Idec alerta prática abusiva: desconto condicionado ao Cadastro de Pessoas Físicas gera variação de preço de até 419% em medicamento de hipertensão

Informar o CPF para obter desconto pode ser prática abusiva, segundo o IDEC
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  • O Idec afirma que condicionar desconto ao fornecimento de CPF é prática abusiva e viola o código de defesa do consumidor e a lei de proteção de dados.
  • Dados da entidade indicam que a diferença de preço chegou a 419% para um medicamento de hipertensão após o fornecimento do CPF.
  • Em redes de farmácias, cadastrar dados no caixa costuma dar acesso a descontos maiores, o que pode gerar descontos artificiais.
  • A coordenadora do programa de saúde do Idec, Marina Paullelli, reforça a ideia de responsabilidade dos estabelecimentos em cuidar dos dados dos clientes.
  • A reportagem ressalta a necessidade de observar apenas fatos verificáveis e evitar comentários ou conclusões não fundamentadas.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) aponta que condicionar descontos ao fornecimento de CPF é prática abusiva. Em um levantamento, o instituto identificou variação de preço de até 419% em um medicamento para hipertensão após o registro do CPF no caixa. A prática ocorre em várias redes de farmácias, segundo a entidade.

A pesquisa aponta que, em alguns casos, medicamentos são vendidos com valores próximos ao teto permitido, gerando descontos artificiais quando o CPF é informado. A diferença de preço pode favorecer quem fornece dados pessoais, criando assim uma vantagem não prevista pela política de preços.

Marina Paullelli, coordenadora do programa de saúde do Idec, afirma que vincular desconto a dados como CPF é uma violação ao código de defesa do consumidor e à LGPD. Além disso, reforça a responsabilidade dos estabelecimentos em proteger os dados dos clientes.

Implicações para o consumidor

O Idec orienta que consumidores denunciem práticas abusivas e exijam transparência sobre políticas de desconto. A instituição reforça a necessidade de regras claras sobre como os dados são usados e armazenados pelos estabelecimentos.

A entidade também destaca que a proteção de dados é responsabilidade das empresas, que devem adotar medidas para evitar o uso indevido de informações pessoais no processo de venda. Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis nas publicações do Idec.

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