- A Latin America REITs Association (LAREAL) foi criada para representar FIIs do Brasil e da América Latina no mercado internacional, visando acelerar a entrada de capital estrangeiro.
- O quadro de sócios-fundadores inclui as gestoras Alianza, Guardian, Suno, TRX Investimentos, Valora Investimentos e Vinci Compass, que somam mais de R$ 370 bilhões sob gestão.
- A presidente da LAREAL, Potyguara Camargo, destaca a necessidade de traduzir demonstrativos para inglês e ajustar dados técnicos para atender critérios de elegibilidade de investors globais.
- Dados da B3 indicam que, em abril, estrangeiros representam 3,7% do setor de FIIs, 22,4% do volume negociado e o varejo fica com 39,7%; a participação dos estrangeiros é menor que a pessoa física no conjunto.
- A associação aponta que o Brasil está sub-representado em índices globais de real estate, como o FTSE EPRA Nareit Emerging Index (8,69% de participação; US$ 14,04 bilhões), com potencial de chegar a 13,45% e US$ 25,5 bilhões, caso adequem-se dados e relatórios; em junho, a LAREAL participará do REIT Week em Nova York para apresentar o projeto e oportunidades locais.
Com a aproximação de capitais estrangeiros, fundos imobiliários brasileiros ganham espaço no cenário internacional. O setor criou a Latin America REITs Association (LAREAL) para ampliar a presença de FIIs no exterior.
A iniciativa reúne gestoras e empresas ligadas ao mercado de FIIs, buscando facilitar a tradução de demonstrações financeiras para inglês, ampliar governança e alinhar relatórios aos padrões globais. A atuação é em nível regional.
LAREAL foi idealizada para acelerar a entrada de capital externo no setor, segundo seus dirigentes, ao mesmo tempo em que ajuda gestores a adaptar a linguagem e a prática de governança aos investidores globais.
A associação nasce em meio a um cenário de participação ainda modesta de estrangeiros no mercado brasileiro de FIIs. Dados de abril indicam 3,7% de participação setorial, ante 73,9% da renda de pessoa física.
Em termos de volume, estrangeiros respondem por 22,4% das negociações, enquanto o varejo soma 39,7%. O restante fica com investidores institucionais e instituições financeiras.
A visão da LAREAL aponta sub-representação do Brasil em índices globais de real estate. No FTSE EPRA Nareit Emerging, o Brasil tem 8,69% de participação, com valor de mercado ao redor de US$ 14,04 bilhões.
Atualizando o cenário, a projeção com maior inclusão de FIIs brasileiros sugere participação de 13,45% no índice, elevando o market cap para US$ 25,5 bilhões. O ganho potencial ficaria próximo de US$ 12 bilhões.
A estrutura da associação inclui gestoras como Alianza, Guardian, Suno, TRX Investimentos, Valora Investimentos e Vinci Compass. Juntas, elas somam mais de R$ 370 bilhões sob gestão. Também participa a firma de assessoria jurídica I2A Advogados.
Objetivos e funcionamento
O objetivo central é aproximar o mercado brasileiro do externo, atuando como voz única para o setor e elo entre gestores locais e investidores globais. A iniciativa busca traduzir demonstrativos e divulgar oportunidades de forma clara.
A organização se coloca como ponte entre o mercado de FIIs no Brasil e o universo de ETFs internacionais, promovendo a transparência das informações necessárias para elegibilidade.
Participação em eventos e próximos passos
Em junho, a LAREAL participa do REIT Week, em Nova York. Além de apresentar a organização, o encontro esclarecerá quem compõe o grupo fundador e quais são os próximos passos para ampliar a visibilidade brasileira.
Segundo a entidade, a atuação pode estimular a entrada de capital institucional e estrangeiro no setor, mantendo o entusiasmo de investidores pessoas físicas já presentes no segmento.
Impactos esperados e cenário de mercado
A mobilização institucional mira ampliar a liquidez e a diversidade de investidores. Hoje, cerca de 60% do Ibovespa tem participação de institucionais ou estrangeiros, enquanto FIIs contam com 24% desse tipo de investidor.
A meta é elevar a participação de capital institucional e estrangeiro nos FIIs ao patamar de 60%, sem reduzir o protagonismo das mais de 3 milhões de pessoas físicas que hoje atuam no segmento.
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