- Em cenários de juros altos, aproveite a renda fixa, inclusive as opções mais conservadoras, para manter boa rentabilidade por mais tempo.
- Para curto e médio prazos, a renda fixa é a mais adequada, com reserva de emergência em liquidez diária, como Tesouro Reserva e Tesouro Selic.
- Viagens, reformas ou compras futuras costumam ficar bem com investimentos conservadores; a renda variável pode representar risco de perdas a curto/médio prazo.
- No longo prazo, o Tesouro Direto pode trazer retorno bruto em torno de 12% ao ano, líquido de 10,2% e real de 5,5% (IPCA 2060), com retorno mensal real de cerca de 0,45%.
- Para gerar renda mensal de R$ 1.000, seria preciso ter cerca de R$ 220 mil aplicados ou investir aproximadamente R$ 520 por mês nos próximos 20 anos, considerando a rentabilidade atual.
Conforme já destaquei, a alta de juros globally, impulsionada por conflitos e incertezas inflacionárias, deixou bancos centrais menos inclinados a reduzir as taxas. No Brasil, isso se traduz em rentabilidades mais fortes para a renda fixa por mais tempo.
Isso eleva a atratividade de aplicações conservadoras, principalmente diante de uma das mais altas taxas reais do mundo. A dúvida é se vale abrir espaço para renda variável ou manter o foco na segurança de longo prazo.
Para curto e médio prazos, não há dúvidas: a renda fixa é a opção mais adequada. Reserva de emergência pede segurança máxima e liquidez diária. Tesouro Selic e Tesouro Reserva são os títulos mais indicados hoje.
Para objetivos de até alguns anos, o dinheiro para viagem, reforma ou compra de bem tende a ficar bem em investimentos conservadores. O risco de perdas com renda variável pode comprometer o objetivo financeiro.
Para longo prazo e renda futura, o cenário muda. A decisão depende do perfil e das necessidades de cada pessoa, especialmente para a aposentadoria. Hoje, o Tesouro Direto oferece opções, como títulos atrelados à inflação, com rentabilidade real.
Por exemplo, o Tesouro IPCA 2060 pode oferecer ganho líquido anual próximo de 10,2% e rendimento real de cerca de 5,5% ao ano, após impostos e inflação. No longo prazo, o cálculo de renda exige planejamento cuidadoso.
A rentabilidade real mensal estimada fica ao redor de 0,45%, suficiente para estruturar uma renda mensal futura conforme o montante investido. Com R$ 220 mil, é possível gerar R$ 1 mil mensais, investindo cerca de R$ 520 por mês por 20 anos.
Essa conta muda conforme o objetivo e o perfil de risco. Quem busca estabilidade mantém a maior parte da carteira em renda fixa; quem aceita mais volatilidade pode considerar opções moderadas ou arrojadas.
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