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Ministro rebate críticas do agronegócio sobre terra arrasada para produtores

Ministro da Fazenda rejeita leitura de terra arrasada no campo, diz que 94% do agronegócio está em dia e alerta que renegociação com dívidas privadas pode custar até R$ 800 bilhões e comprometer o Plano Safra

Dario Durigan admite que houve aumento da inadimplência no campo, mas que 94% dos produtores estão em dia com contas. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebate críticas de que há uma “terra arrasada” para produtores por causa da inadimplência no campo.
  • Banco do Brasil revelou aumento de 6,22% nas dívidas não pagas no primeiro trimestre deste ano.
  • Aprovação, no Senado, de projeto de lei que renegocia dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal; governo tenta impedir o avanço.
  • Durigan disse que 94% do agronegócio está em dia e que a maior parte das dívidas é antiga, herdada da pandemia, com dificuldades em alguns agricultores.
  • O ministro criticou a inclusão de débitos privados fora do Plano Safra na renegociação, estimando possível impacto de até 800 bilhões e afirmando que renegociação ampla poderia comprometer o Plano Safra; o governo busca apoiar produtores sem custo permanente, com pacote do Plano Safra a ser anunciado nas próximas semanas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu críticas de parlamentares da bancada do agronegócio e de opositores ao governo sobre a existência de uma “terra arrasada” para produtores diante da alta da inadimplência no setor. O Banco do Brasil apontou um aumento de 6,22% nas dívidas em aberto no primeiro trimestre do ano.

Durigan afirmou que, apesar do crescimento da inadimplência, a maior parte do setor continua em dia. Segundo ele, 94% do agronegócio está regular, e as dificuldades são concentradas em um grupo de agricultores com dívidas herdadas da pandemia, principalmente por aumento de custos com insumos.

O ministro criticou ainda a proposta de incluir díbitos privados fora do Plano Safra no pacote de renegociação, envolvendo bancos privados, cerealistas e tradings. Ele disse que esse cálculo extrapola o papel de política pública e poderia trazer impactos financeiros relevantes para o governo.

Durigan alertou que a inclusão ampliada poderia chegar a representar até 800 bilhões de reais ao longo de 13 anos. Ele também ressaltou o risco de travar o teto de juros, o que poderia reduzir a oferta de crédito para produtores. Em sua visão, renegociação indiscriminada seria prejudicial ao planejamento do crédito futuro.

O governo sustenta que a renegociação ampla poderia comprometer futuras edições do Plano Safra, principal programa de financiamento agrícola. O ministro afirmou que o objetivo é apoiar quem tem dificuldade sem impor custos permanentes aos próximos anos.

Segundo Durigan, houve acordo inicial entre a Fazenda e parlamentares sobre o texto, mas o acordo não foi respeitado na votação da CAE. Sem aval do governo, a equipe econômica avalia vetos ou novas medidas caso o projeto avance no Congresso.

Sobre o novo Plano Safra, Durigan disse que os números ainda estão sendo fechados e que os juros elevados reduzem o volume de recursos disponíveis. Mesmo assim, a ideia é lançar o pacote nas próximas semanas, mantendo a estratégia de expansão do crédito rural.

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