- O PIB do 1º trimestre cresceu 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual.
- Desempenho disseminado entre agropecuária, indústria e serviços, impulsionado pela indústria de transformação e pela indústria extrativa.
- A agropecuária foi a principal contribuição, com alta de 2% ante o trimestre anterior, puxada pelo maior abate de bovinos e pela colheita de soja.
- O consumo das famílias avançou 1%; a formação bruta de capital avançou 3,5%; exportações caíram 1,7% e as importações cresceram 4,4%.
- Mesmo com o resultado, o avanço não reverte a desaceleração prevista para a economia brasileira em 2026.
O PIB do primeiro trimestre de 2026 acelerou 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual. O resultado ficou acima das expectativas de mercado, que apontavam crescimento de 0,9% no trimestre.
O desempenho foi disseminado entre agropecuária, indústria e serviços. A indústria registrou alta de 1%, ajudada pela recomposição da indústria de transformação e pela atividade extrativa. A construção civil teve desempenho negativo.
A agropecuária liderou o avanço, com alta de 2%, impulsionada pela demanda externa da China por bovinos e pela expansão da colheita de soja. Nos serviços, o crescimento foi de 0,5%, com destaque para o setor de informação e serviços de tecnologia.
A demanda interna mostrou dinamismo: o consumo das famílias subiu 1%, desafiando o aperto monetário com altas de juros que visam cumprir a meta inflacionária. A deterioração da política monetária pode manter a trajetória de desaceleração.
A formação bruta de capital fixo registrou alta de 3,5% no trimestre, mas caiu 1,4% ante o mesmo período de 2025, por efeito comparativo, apontando choque por importações de plataformas de exploração de petróleo no início de 2025.
As exportações recuaram 1,7% no trimestre, diante de menor desempenho de soja externamente, em comparação com 2025. Já as importações cresceram 4,4%, puxadas pela atividade econômica interna mais intensa.
Desempenho setorial e desdobramentos
A agropecuária segue contribuindo de maneira relevante, especialmente pela demanda externa. A indústria mantém fôlego parcial, compensando quedas anteriores, enquanto serviços ganham fôlego com demanda por TI e tecnologia.
O quadro sugere que o ganho trimestral não evita a tendência de desaceleração da economia brasileira em 2026. O resultado, embora melhor do que o previsto, não altera o cenário de expansão mais contida.
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