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PIB do 1º tri fica levemente acima do esperado

PIB do 1º tri avança 1,1% frente ao trimestre anterior, mas não interrompe a desaceleração da economia em 2026

Indústria, agro e serviços avançaram no 1º trimestre (Eduardo Knapp/Folhapress/.)
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  • O PIB do 1º trimestre cresceu 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual.
  • Desempenho disseminado entre agropecuária, indústria e serviços, impulsionado pela indústria de transformação e pela indústria extrativa.
  • A agropecuária foi a principal contribuição, com alta de 2% ante o trimestre anterior, puxada pelo maior abate de bovinos e pela colheita de soja.
  • O consumo das famílias avançou 1%; a formação bruta de capital avançou 3,5%; exportações caíram 1,7% e as importações cresceram 4,4%.
  • Mesmo com o resultado, o avanço não reverte a desaceleração prevista para a economia brasileira em 2026.

O PIB do primeiro trimestre de 2026 acelerou 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual. O resultado ficou acima das expectativas de mercado, que apontavam crescimento de 0,9% no trimestre.

O desempenho foi disseminado entre agropecuária, indústria e serviços. A indústria registrou alta de 1%, ajudada pela recomposição da indústria de transformação e pela atividade extrativa. A construção civil teve desempenho negativo.

A agropecuária liderou o avanço, com alta de 2%, impulsionada pela demanda externa da China por bovinos e pela expansão da colheita de soja. Nos serviços, o crescimento foi de 0,5%, com destaque para o setor de informação e serviços de tecnologia.

A demanda interna mostrou dinamismo: o consumo das famílias subiu 1%, desafiando o aperto monetário com altas de juros que visam cumprir a meta inflacionária. A deterioração da política monetária pode manter a trajetória de desaceleração.

A formação bruta de capital fixo registrou alta de 3,5% no trimestre, mas caiu 1,4% ante o mesmo período de 2025, por efeito comparativo, apontando choque por importações de plataformas de exploração de petróleo no início de 2025.

As exportações recuaram 1,7% no trimestre, diante de menor desempenho de soja externamente, em comparação com 2025. Já as importações cresceram 4,4%, puxadas pela atividade econômica interna mais intensa.

Desempenho setorial e desdobramentos

A agropecuária segue contribuindo de maneira relevante, especialmente pela demanda externa. A indústria mantém fôlego parcial, compensando quedas anteriores, enquanto serviços ganham fôlego com demanda por TI e tecnologia.

O quadro sugere que o ganho trimestral não evita a tendência de desaceleração da economia brasileira em 2026. O resultado, embora melhor do que o previsto, não altera o cenário de expansão mais contida.

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