- A ANS fixou o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares, válido para contratos firmados desde janeiro de 1999 ou adaptados à Lei dos Planos de Saúde.
- O índice é o menor autorizado pela agência desde 2021 e atinge cerca de 7,7 milhões de beneficiários, ou 14,5% dos usuários de planos de assistência médica no Brasil.
- Mesmo com o teto, os custos da assistência médica seguem em alta, com despesas por beneficiário subindo 8,32% em 2025.
- O teto não vale para planos coletivos empresariais e por adesão; nesses casos, reajustes são negociados entre operadoras e contratantes sem limite definido pela ANS.
- O reajuste entra em vigor no mês de aniversário do contrato e pode começar a ser cobrado entre julho e agosto, conforme o mês de contratação.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 5,11% o reajuste anual máximo para planos de saúde individuais e familiares. A decisão vale para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei dos Planos de Saúde, e atinge cerca de 7,7 milhões de beneficiários, ou 14,5% do total.
Apesar do teto, os custos da assistência médica seguem em alta. Dados da própria ANS indicam que as despesas por beneficiário cresceram 8,32% em 2025 em relação ao ano anterior. O reajuste buscou equilíbrio entre sustentabilidade do setor e poder aquisitivo das famílias.
O percentual autorizado não corresponde à inflação ou ao aumento total de gastos. A metodologia da ANS combina despesas assistenciais, inflação oficial e frequência de uso dos serviços. O objetivo é evitar repasses automáticos aos consumidores.
O teto não alcança planos coletivos empresariais nem planos coletivos por adesão. Nesses contratos, operadoras e contratantes negociam reajustes sem limite definido pela agência. Filosofia semelhante não se aplica a planos individuais.
O reajuste passa a valer de forma escalonada. Não entram em vigor de imediato para todos os consumidores; cada contrato acompanha o mês de aniversário para cobrança. Planos com aniversários em maio e junho poderão ter cobrança a partir de julho ou agosto.
A ANS explicou que o reajuste busca manter a saúde financeira do setor diante de custos crescentes com serviços, insumos médicos, envelhecimento populacional e novas tecnologias. A agência também citou ganho de eficiência das operadoras como parte da equação.
Para orientar os consumidores, a ANS orienta verificar se a cobrança está dentro do teto de 5,11%. A aplicação pode variar conforme o contrato e o mês de aniversário, exigindo confirmação junto à operadora.
Gastos com serviços e equipamentos médicos, além da incorporação de novas tecnologias, continuam pressionando o mercado. A ANS aponta que, mesmo com o teto, o custo total da assistência médica permanece elevado.
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