- Ferrari lançou o Luce, seu primeiro veículo elétrico, gerando críticas online, investidores e até autoridades.
- O carro custa US$ 640 mil, é o primeiro modelo Ferrari com cinco lugares e não tem o perfil tradicional da marca.
- As ações da Ferrari caíram cerca de 8% no dia seguinte ao lançamento, após memes e críticas ao design.
- Personalidades e ex-dirigentes questionaram a identidade da marca, com comentários como que o Luce “destrói a lenda” e que o carro não parece Ferrari.
- A equipe de Ferrari defende o preço como pagamento pela inovação, enquanto especialistas apontam que o Luce pode atrair compradores mais jovens ou novos clientes para a marca.
Ferrari lançou o Luce, seu primeiro veículo 100% elétrico, gerando grande expectativa e críticas. O lançamento contou com a presença de autoridades italianas, incluindo o presidente Sergio Mattarella, que participou da apresentação oficial. O modelo é o mais ousado da marca, desenhado por Sir Jony Ive.
O Luce, cuja palavra italiana significa luz, é um SUV de cinco lugares com acelerção de 0 a 96 km/h em cerca de 2,5 segundos e velocidade máxima acima de 190 mph. O design, contudo, foi alvo de forte repercussão negativa entre fãs e analistas, que destacam a aparência não tradicional para a marca.
A repercussão se agravou após a apresentação: as ações da Ferrari chegaram a recuar cerca de 8% no dia seguinte. Investidores e críticos apontam que o carro pode não manter o ícone de esportivo que a Ferrari representa. Prefeitos, empresários e especialistas também comentaram o caso.
Reação pública e empresarial
Diversos especialistas veem o Luce como um marco que desafia a identidade da Ferrari. Um ex-presidente da empresa questionou se o modelo não compromete a imagem da marca. Outros analistas destacam o preço elevado e a aposta em inovação como justificativas para o custo.
Críticas por design também chegaram de fontes do setor. Alguns apontam que o Luce não parece um Ferrari tradicional, enquanto outros elogiam o interior. Especialistas em sustentabilidade ressaltam que o preço pode limitar o público-alvo, mesmo com interesse inicial de compradores.
A posição da Ferrari envolve ainda o contexto da indústria, que mira a China como mercado estratégico. O país tem forte concorrência de fabricantes locais, com cadeias de suprimentos que reduzem custos e subsidiações que estimulam a inovação.
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