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Restituição do IR: como usar o dinheiro para organizar as finanças

Restituição do IRPF inicia o primeiro lote; especialistas orientam usar o dinheiro para quitar dívidas caras, reforçar a reserva de emergência e adiantar gastos futuros

Imagem: Freepik
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  • A Receita Federal iniciou, nesta sexta-feira (29), o pagamento do primeiro lote de restituição do IRPF 2026.
  • A devolução pode ajudar a reorganizar o orçamento, reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira para o resto do ano.
  • Dados da CNC mostram que 80,9% das famílias estavam endividadas em abril, o maior índice já registrado.
  • Prioridade: quitar dívidas com juros altos, reservar parte do recurso para emergências e antecipar gastos previstos (IPTU, IPVA, material escolar, despesas de fim de ano).
  • A restituição também pode financiar objetivos pessoais ou profissionais, como cursos ou reformas, desde que alinhada ao planejamento financeiro.

A Receita Federal iniciou nesta sexta-feira (29) o pagamento do primeiro lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Milhões de brasileiros recebem o dinheiro de volta, o que pode ajudar a reorganizar o orçamento e reduzir dívidas.

Especialistas destacam que a restituição deve ser encarada como ferramenta de planejamento financeiro, não como gasto extra. Em abril, a CNC mostrou que 80,9% das famílias estavam endividadas, cifra recorde da pesquisa Peic.

Marcelo Higuchi, gerente sênior de estratégia da 99Pay, comenta que o recurso pode colaborar com o equilíbrio financeiro. Ele ressalta o risco de consumo impulsivo ao receber a devolução e a necessidade de planejamento.

Quitar dívidas deve ser prioridade

Uma das principais recomendações é usar a restituição para reduzir dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial. O objetivo é diminuir o peso financeiro a longo prazo.

Antes de gastar, vale refletir sobre prioridades. Quitar dívidas caras, reservar parte do valor para emergências ou aplicar o dinheiro em uma aplicação com liquidez diária ajudam a fortalecer o orçamento.

Outra dica é destinar parte dos recursos à reserva de emergência, criando proteção para despesas imprevistas sem recorrer ao crédito. Essa prática aumenta a estabilidade financeira.

Antecipar gastos já previstos, como IPTU, IPVA, material escolar e despesas de fim de ano, é uma estratégia para evitar aperto nos próximos meses. O planejamento evita pressões futuras.

A restituição também pode financiar objetivos pessoais e profissionais, como cursos, viagens ou pequenas reformas, desde que alinhados ao planejamento financeiro.

Pequenas mudanças de comportamento, segundo Higuchi, podem gerar resultados relevantes com o tempo. Organização financeira não precisa ser distante da realidade.

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