- A conselheira do Conselho Executivo do Banco Central Europeu, Isabel Schnabel, afirmou que não é possível ignorar o impacto inflacionário da guerra no Irã, pois pressões de preços se espalham além da energia e aumentam o risco de expectativas inflacionárias desancoradas.
- Segundo Schnabel, danos à infraestrutura de energia e a cadeias globais de suprimentos já modificaram a dinâmica de preços de forma mais duradoura.
- Isso pode exigir respostas de política monetária mesmo que o conflito terminasse de imediato, destacou em conferência no Bank of Korea, em Seul, na segunda-feira.
A presidente do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel, afirmou que o BCE não pode mais ignorar o impacto inflacionário da guerra no Irã, já que as pressões de preços se espalham além da energia e aumentam o risco de expectativas de inflação desancoradas.
Ela destacou que danos à infraestrutura energética e às cadeias de suprimento globais já alteraram a dinâmica de preços de forma mais duradoura, o que pode exigir respostas de política monetária mesmo se o conflito terminasse imediatamente.
O comentário foi feito durante uma conferência do Bank of Korea em Seul, na segunda-feira, segundo Schnabel. Ela integra o Conselho Executivo do BCE, que monitora impactos externos sobre a inflação na zona do euro.
A especialista enfatizou a necessidade de vigilância contínua sobre pressões inflacionárias ligadas ao conflito, indicando que as autoridades may precisar ajustar políticas se as pressões persistirem, independentemente de desfechos futuros do conflito.
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