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Bradesco e Itaú divergem sobre a taxa Selic, entenda

Bradesco projeta Selic em 12,75% no fim do ano; Itaú vê 13,75% em dezembro de 2026, mantendo tom cauteloso diante de dados e petróleo

Copom se reúne em junho para decidir nova taxa básica de juros, a Selic, no País.
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  • Bradesco projeta a Selic em 12,75% ao fim do ano; Itaú revisa para 13,75% ao ano.
  • A Selic está em 14,50% e o Copom se reúne nos dias 16 e 17 de junho; o viés é de cortes, após queda de 0,25 ponto percentual no fim de abril.
  • Bradesco aponta que medidas de crédito elevam a demanda no curto prazo, mas reduzem a renda disponível depois, mantendo espaço para ajuste até 12,75% neste ano.
  • Itaú afirma que dados recentes não sugerem aceleração dos cortes, mesmo com possível acomodação dos preços do petróleo; reduções adicionais dependem de expectativas mais benignas e desaceleração da atividade.
  • No todo, as projeções indicam Selic mais alta no curto prazo, o que pode reduzir investimentos e consumo segundo o mercado financeiro.

O Bradesco e o Itaú divergem sobre o caminho da taxa Selic, a taxa básica da economia. As instituições atualizam suas projeções para o fim deste ano após a divulgação do PIB. A taxa está em 14,50% e o Copom se reúne nos dias 16 e 17 de junho.

O Bradesco mantém a previsão de que a Selic encerre 2026 em 12,75%. O banco justifica que medidas de crédito elevam a demanda no curto prazo, mas reduzem a renda disponível no longo prazo, abrindo espaço para cortes se não ocorrer choque inflacionário persistente.

Já o Itaú revisou para cima sua projeção de fim de ano. O banco passou de 13,25% para 13,75%. A instituição afirma que o comportamento recente dos dados não indica espaço para aceleração dos cortes, mesmo com queda de preços de petróleo em certo momento.

A instituição ressalta que o ciclo de cortes pode ser interrompido antes, dependendo de sinais de desaceleração da atividade e de expectativas mais benignas. A leitura indica que o crédito continua caro e o investimento corporativo pode permanecer contido.

Em consenso, ambas as perspectivas apontam para a continuidade de juros elevados no curto prazo. O mercado avalia que o cenário de política monetária permanece restritivo, com impacto potencial sobre investimento e consumo.

A decisão sobre os próximos passos fica dependente do Copom, cuja próxima reunião ocorre em meados de junho. A instituição financeira acompanha de perto a trajetória inflacionária e as expectativas do mercado, que influenciam o ritmo de cortes.

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