- Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025 (R$ 1,7 bilhão).
- A receita com venda de serviços caiu de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões; despesas administrativas subiram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões e despesas financeiras passaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões.
- Fatores apontados: queda da demanda por serviços postais tradicionais, aumento de custos operacionais, reajustes salariais, aumento de gastos com questões judiciais e maior concorrência no mercado de encomendas e logística.
- A estatal diz estar executando um plano de reestruturação desde o fim de 2025, que inclui corte de despesas, revisão de contratos, venda de imóveis, modernização tecnológica, melhoria logística e PDV.
- O patrimônio líquido ficou negativo em R$ 16,2 bilhões ao fim de março de 2026, contra R$ 13,1 bilhões em dezembro de 2025.
Os Correios registraram prejuízo de 3,1 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras aprovadas pelo Conselho de Administração. O resultado mostra que a estatal gastou mais do que arrecadou nos três primeiros meses.
O rombo é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando as perdas somaram 1,7 bilhão. A receita com venda de serviços caiu de 3,94 bilhões para 3,85 bilhões, sinalizando queda de demanda por serviços postais tradicionais.
As despesas gerais e administrativas subiram de 1,2 bilhão para 2,2 bilhões, enquanto os gastos financeiros passaram de 282 milhões para 985 milhões. A diferença entre receitas e despesas amplia o cenário de fragilidade financeira da empresa.
A companhia aponta fatores que pressionam os resultados, como retração da demanda por serviços postais, elevação de custos operacionais, reajustes salariais, despesas judiciais e concorrência acentuada no segmento de encomendas e logística. A inadimplência legal também compõe o quadro citado.
Em paralelo, os Correios seguem o plano de reestruturação iniciado em 2025. O programa prevê corte de despesas, revisão de contratos, venda de imóveis ociosos, modernização tecnológica, melhoria logística e busca por novas fontes de receita, além de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV).
Outro dado relevante é o patrimônio líquido negativo, que passou de 13,1 bilhões de reais em dezembro de 2025 para 16,2 bilhões de reais ao fim de março deste ano, segundo o balanço. A estatal não detalha impactos específicos de financiamentos nesse indicador.
Entre na conversa da comunidade