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FMI vê economia do Brasil resiliente mesmo com impactos da guerra no Irã

FMI aponta economia brasileira resiliente diante choques globais, revisando o crescimento para 1,9% neste ano e sinalizando inflação pressionada pela guerra no Oriente Médio

Imagem: Johannes P. Christo/Reuters
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  • FMI afirma que a economia brasileira permanece resiliente diante de choques internos e externos, após visita ao país.
  • As projeções foram atualizadas em abril: crescimento do Brasil subiu de 1,6% para 1,9%, enquanto o crescimento mundial ficou entre 3,3% e 3,1%.
  • O relatório destaca que a flexibilidade na política monetária é justificável, com a taxa Selic em 14,5% ao ano após cortes de 0,25 ponto em março e em abril.
  • O FMI aponta que o Brasil está relativamente protegido de alta no preço do petróleo, por ser exportador líquido e pela participação de energias renováveis na geração de energia.
  • O PIB do primeiro trimestre avançou 1,1%, impulsionado pela agropecuária (2%) e pela indústria (1%), e o FMI estima inflação no curto prazo acima da meta, com indicação de 5,09% no fim do ano; recomendações incluem contenção de receitas extraordinárias do petróleo e ajuste de gastos.

O FMI informou que a economia brasileira mantém resiliência mesmo com os impactos da guerra no Irã. O relatório foi divulgado após a visita de uma equipe do Fundo ao Brasil e analisa o desempenho recente do país.

Segundo o documento, o Brasil segue relativamente estável diante de choques domésticos e externos neste ano. O FMI atualizou, em abril, as perspectivas de crescimento do país para 1,9%, ante 1,6% anteriormente.

O cenário externo também foi revisado: a projeção de crescimento global caiu de 3,3% para 3,1%, refletindo os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a demanda mundial e os preços de energia.

Políticas macrofiscais e monetárias

O FMI considera justificável manter flexibilidade nas próximas etapas da política monetária. A taxa Selic, em 14,5% ao ano, recebe ressalvas diante da incerteza e da pressão inflacionária provocada pela elevação dos preços da energia, com o fechamento do Estreito de Hormuz.

O relatório destaca que o Brasil está relativamente protegido da alta dos preços do petróleo, por ser exportador líquido e pela participação considerável de fontes renováveis na geração de energia.

Inflação e PIB

A instituição aponta que o IPCA tende a subir no curto prazo, antes de convergir para a meta de 3% até meados de 2028, diante do choque de energia. O mercado projeta inflação em torno de 5,09% no fim deste ano.

O FMI também observa o desempenho do PIB do Brasil no primeiro trimestre, que cresceu 1,1%, impulsionado pela agropecuária (2%) e pela indústria (1%), conforme o IBGE. Os analistas ressaltam a necessidade de continuidade de medidas fiscais.

Desafios fiscais e investimentos

O relatório recomenda manter esforços para fortalecer a situação fiscal, com uso responsável de receitas extraordinárias de petróleo e apoio direcionado e temporário. A ideia é mobilizar receitas, reduzir rigidez de gastos e abrir espaço para investimentos prioritários.

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