- A Geração Z deve representar 58% da força de trabalho global até 2030, conforme projeções do Fórum Econômico Mundial.
- Dois em cada quatro jovens (48%) veem habilidades ligadas à IA como essenciais para as suas carreiras.
- O entusiasmo em relação à IA caiu 14 pontos percentuais em comparação com a edição anterior da pesquisa.
- Sentimentos negativos em relação à IA, como raiva, avançaram nove pontos percentuais.
- Mesmo com 94% das organizações incluindo IA entre prioridades estratégicas, a confiança da Geração Z na eficiência das tarefas com IA caiu para 56%.
A força de trabalho global ganhará contornos mais jovens nos próximos anos, segundo cálculos do Fórum Econômico Mundial. Em menos de quatro anos, a Geração Z deverá representar 58% do total de empregos, em uma tendência que segue para 2030.
Apesar de reconhecer a importância da IA para as carreiras, os jovens da Geração Z mostram relação ambivalente com as tecnologias. O estudo Vozes da Geração Z: o paradoxo da IA aponta queda no entusiasmo e aumento do desconforto com o uso dessas ferramentas.
Perspectivas e desafios da IA no mercado
O levantamento, realizado pela Walton Family Foundation, GSV Ventures e Gallup, aponta que 48% dos jovens veem habilidades ligadas à IA como essenciais para o futuro. No entanto, o entusiasmo com a tecnologia recuou 14 pontos percentuais na comparação com a edição anterior.
Confiabilidade sobre a eficiência de tarefas assistidas por IA também caiu, com a confiança da Geração Z em 56% de acerto, dez pontos abaixo do registrado anteriormente. Ao mesmo tempo, a pressão por produtividade cresce no ambiente corporativo.
Visões de liderança e transformação digital
Darwin Grein, CEO da Juntxs, aponta que o ritmo de investimentos em IA traz desafios além da tecnologia. Segundo ele, a alta produtividade precisa andar junto do desenvolvimento humano e emocional das equipes para evitar distanciamento entre colaboradores e propósito.
A tendência de maior presença da Geração Z na força de trabalho coincide com cargos de liderança ainda ocupados por profissionais mais experientes, que podem ter percepções diversas sobre tecnologia, produtividade e cultura corporativa.
Para especialistas, o sucesso da transformação digital depende da qualidade da integração humana, além da adoção de novas ferramentas. Organizações que investem em ambientes colaborativos tendem a integrar diferentes perfis com mais eficiência.
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