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Nova CIO da Avenue aposta em trabalho de formiga para incentivar investimentos

Avenue aposta em convencer investidores brasileiros a diversificar internacionalmente diante das incertezas nos EUA, buscando equilíbrio entre carteiras globais

Foto: Divulgação/Avenue
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  • Marcela Rocha, novas CIO da Avenue, busca traduzir o cenário macro global para os investidores da corretora, promovendo a diversificação internacional junto à carteira brasileira.
  • O ambiente atual é de maior incerteza, com volatilidade nos EUA, inflação e juros em debate, além de impactos da guerra no Oriente Médio e de movimentos de tecnologia.
  • Desde 2025, parte dos recursos globais migrou para emergentes como o Brasil, elevando a Bolsa brasileira e pressionando o dólar a níveis baixos, mas dúvidas recentes reacenderam o protagonismo dos EUA.
  • A Avenue vê a diversificação internacional como estratégia estrutural, não apenas tática, mantendo visão de que o Brasil pode permanecer atrativo no curto prazo.
  • Em termos de alocação, a equipe enfatiza foco em resultados de empresas e oportunidades setoriais, mantendo neutralidade na renda fixa de curto prazo nos Estados Unidos.

Marcela Rocha assumiu o cargo de CIO da Avenue há cerca de um mês, encarando a missão de traduzir a volatilidade macro global para a base de clientes da corretora. O foco é mostrar que diversificação internacional pode coexistir com a carteira local, mesmo quando o Brasil parece mais atrativo.

O cenário passou por mudanças desde 2025, quando parte dos investidores reduziu a exposição aos EUA em busca de oportunidades em outras regiões. A bolsa brasileira atingiu máximas históricas, o dólar caiu, mas em abril e maio novas dúvidas emergiram, com volatilidade na economia global. A Avenue mantém cautela.

Avenue busca convencer investidores brasileiros de que a diversificação internacional não é apenas tática; deve fazer parte da estratégia de longo prazo. Rocha descreve o trabalho como de formiguinha, traduzindo incertezas para orientar decisões de alocação.

Contexto macro e atuação da CIO

Marcela Rocha traz experiência anterior como economista-chefe para América Latina no Principal. Na Avenue, a meta é orientar a alocação da plataforma diante de um ciclo externo volátil, com inflação, juros e tensões geopolíticas em jogo. O objetivo é apoiar decisões com base em resultados de empresas e fatores setoriais.

A executiva aponta que, embora haja demanda por ativos estrangeiros, os EUA continuam relevantes para diversificação, mesmo com riscos. A atenção está menos macro e mais orientada a microdados de lucros, especialmente em setores de tecnologia. O papel é educar clientes sobre cenários variados.

Perspectivas para o curto prazo

Segundo Rocha, o Fed tem sido prudente diante de inflação e choques de energia. As decisões de juros dependem de múltiplos indicadores, mantendo dúvida sobre próximos movimentos. A visão é neutra para a renda fixa de curto prazo nos EUA, até que haja clareza sobre custos e demanda.

No terreno de investimentos, a estratégia considerada mais robusta envolve ações que apresentem lucros robustos e resiliência setorial. A equipe da Avenue monitora a evolução de mercados enquanto avalia oportunidades em diversas geografias, buscando equilíbrio entre risco e retorno.

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