- O PMI industrial do Brasil caiu para 49,1 pontos em maio, sinalizando retração da atividade.
- Comparado a abril, quando marcou 52,6 pontos, houve recuo após recuperação anterior.
- A piora foi puxada pela queda nos pedidos de exportação, reduzindo o volume de vendas das empresas.
- O conflito no Oriente Médio elevou custos de insumos, levando fabricantes a reajustarem preços e frearem compras.
- Mesmo com a queda, empresários seguem otimistas, avaliando possível normalização externa e melhoria após as eleições.
O PMI industrial do Brasil caiu para 49,1 pontos em maio, ante 52,6 pontos em abril, segundo a S&P Global. Leituras abaixo de 50 indicam retração da atividade. O dado mostra que a indústria voltou a encolher no mês.
A queda foi puxada pela demanda externa. A diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima, destacou forte redução dos pedidos para exportação, o que impactou o volume total de vendas das empresas.
A leitura sinaliza desaceleração da atividade industrial brasileira e interrompeu a recuperação observada em abril. Segundo a S&P Global, a demanda internacional por produtos brasileiros está enfraquecida.
Condições de demanda e custos
Pollyanna de Lima aponta custos mais elevados para insumos, com uma das iniciativas de ajuste sendo reajuste de preços de venda. O conflito no Oriente Médio também pressionou o custo de matérias-primas e o ritmo de compras.
Além disso, o relatório aponta inflacion e restrições orçamentárias de clientes como fatores que ampliam a retração, dificultando a recuperação do setor nos próximos meses.
Perspectivas e próximos passos
Mesmo com a queda, uma parcela dos empresários mantém otimismo. A normalização do cenário externo e possíveis avanços após eleições são citados como possíveis motores para recuperação da produção e das vendas.
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