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Ações do Nubank caem quase 30% em 2026

Troca de CFO e cortes de preço-alvo elevam incerteza sobre qualidade de ativos, pressionando ações do Nubank e a expansão global da instituição

Papéis do Nubank acumulam de quase 30% em 2026, levando valor de mercado a US$ 58 bilhões
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  • Ações do Nubank caem quase 30% em 2026, com recompras de venda pelo Bank of America e corte de preço-alvo pelo Citi, além de preocupações com a qualidade do crédito, deixando a empresa com valor de mercado próximo de US$ 58 bilhões.
  • No primeiro trimestre, as provisões subiram 75,7% ante o mesmo período de 2025, para US$ 1,7 bilhão; inadimplência de 15 a 90 dias aumentou 0,9 ponto percentual, com NPL em 5%; o portfólio total cresceu 40% no trimestre, para US$ 37,2 bilhões.
  • O Citi reduziu o preço-alvo de US$ 22 para US$ 18, mantendo recomendação de compra, apontando que o Nubank prioriza crescimento da receita financeira líquida de juros em detrimento do custo do risco.
  • O Bank of America rebaixou a recomendação para venda e reduziu o preço-alvo de US$ 16 para US$ 10. O BTG Pactual manteve compra e preço-alvo em US$ 21; o BTG informou que é preciso melhoria na qualidade dos ativos para reconquistar confiança.
  • A troca de CFO, com Rob Livingston chegando a partir de 13 de julho substituindo Guilherme Lago, gerou desconfiança sobre o timing da transição, especialmente diante da expansão pretendida para México, Colômbia e Estados Unidos.

Nubank teve forte pressão de ações em 2026, influenciado pela piora na qualidade do crédito e por mudanças estratégicas. O foco do mercado ficou ainda mais intenso com a troca de CFO e com expectativas de expansão global. O período mostra custos de risco em alta e margens sob tensão.

Analistas destacam que o crescimento da carteira de crédito tem peso sobre as margens, com provisões elevadas no primeiro trimestre. O portfólio de empréstimos e cartões subiu 40% no trimestre, atingindo US$ 37,2 bilhões.

O movimento de mercado ocorreu em meio à busca pela escala global do banco, que já contratou executivos para CTO e CMO. A mudança de CFO ganhou atenção e gerou volatilidade nas ações, que recuaram na NYSE.

Troca de CFO e impactos no curto prazo

Guilherme Lago deixará o Nubank e será substituído por Rob Livingston, vindo da Visa, a partir de 13 de julho. A chegada busca ampliar atuação internacional, incluindo México, Colômbia e EUA.

Para o BofA, a transição aumenta a incerteza em um momento de concessão de crédito desafiadora no Brasil. A instituição manteve recomendação neutra, com o preço-alvo reduzido para US$ 10.

O Citi revisou o preço-alvo de US$ 22 para US$ 18, mantendo recomendação de compra, citando foco no crescimento da receita financeira e a pressão sobre o custo do risco.

O BTG Pactual reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 21, apontando que a melhoria da qualidade de ativos deve ocorrer nos próximos trimestres.

Qualidade de crédito e resultados

Analistas sugerem que o Nubank precisa de dois a três trimestres de melhoria na qualidade de ativos para reconquistar credibilidade. Caso haja deterioração, o interesse dos investidores pode favorecer o abandono de posições.

O banco também informou que criará o cargo de CFO para a operação brasileira, mantendo Lago como conselheiro da diretoria executiva. O objetivo é reduzir a percepção de risco com ações locais.

Em termos globais, a empresa mantém o desafio de equilibrar expansão com controle de risco, em meio a juros altos, inflação e cenários macroeconômicos distintos entre Brasil, México e EUA.

Atualmente, o Nubank é a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes, com 112 milhões, evidenciando o peso estratégico da operação doméstica diante das ambições internacionais.

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