- Bitcoin caiu abaixo de setenta mil dólares pela primeira vez em quase dois meses, com queda de mais de quatro por cento nas últimas vinte‑quatro horas e quase dez por cento na semana.
- Strategy vendeu 32 bitcoins pela primeira vez desde 2022, flow que representa 2,5 milhões de dólares e sinaliza mudança na estratégia de acumulação da empresa.
- Saídas de ETFs de ativos digitais persistem por onze dias seguidos, totalizando quase 3,5 bilhões de dólares, a maior sequência desde o lançamento dos produtos.
- A incerteza geopolítica entre Estados Unidos e Irã, além de saídas de grandes ETFs, reforça o ceticismo entre investidores.
- Analistas destacam o ambiente de juros altos da Reserva Federal e a queda da correlação com ações, fatores que pesam sobre o bitcoin, que fica cerca de 40% abaixo de seu pico.
Bitcoin caiu abaixo de 70 mil dólares pela primeira vez em quase dois meses, em meio a venda de 32 unidades pela Strategy, saídas de ETFs e tensão geopolítica. O movimento reacende a sensação de fragilidade do mercado de criptomoedas.
A queda ocorreu após dias de volatilidade e não foi acompanhada por outros ativos digitais, que recuaram menos. Nos últimos dias, o preço recuou cerca de 4% e, na semana, a queda já passa de 9%.
A Strategy, que detém uma parcela expressiva da Bitcoin em circulação, vendeu 2,5 milhões de dólares em ativos digitais. O anúncio sinaliza mudança de estratégia para a empresa, que acumula uma participação relevante no mercado.
Paralelamente, os fluxos para ETFs de ativos digitais continuaram negativos por 11 dias, o maior período desde o lançamento em 2024, com retiradas de quase 3,5 bilhões de dólares, segundo dados de Bloomberg.
Entre os fatores de pressão, a incerteza geopolítica acompanha o mercado. O conflito entre Estados Unidos e Irã aumenta a aversão ao risco, elevando a volatilidade nos setores sensíveis ao crédito e às commodities.
A volatilidade também aumenta por expectativas de política monetária. Expectativas de altas mais prolongadas da Fed pesam sobre a liquidez global e sobre a disposição de investidores de assumir risco em ativos especulativos como o Bitcoin.
Em relação aos ETFs, a saída de BlackRock do ETF Ibit chamou atenção, após venda de participações por um investidor não identificado, fortalecendo a leitura de menor demanda institucional por produtos de criptomoedas.
Analistas destacam que a correlação entre Bitcoin e ações vem se dissolvendo, com o mercado cripto a sofrer mais com a aversão ao risco do momento. Mesmo assim, Bitcoin permanece 40% abaixo de seus picos históricos.
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