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Brasil tem pouca margem para negociar acusações dos EUA, diz pesquisadora da FGV

Brasil tem pouca margem para negociar acusações dos EUA na Seção 301; Lia Valls aponta combate à corrupção, regulação de plataformas digitais e Pix como maiores obstáculos, com Trump imprevisível

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  • Brasil tem pouca margem para negociar as principais acusações dos Estados Unidos na investigação baseada na Seção 301.
  • As propostas de novas tarifas para produtos brasileiros são tema central do processo.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é apontado como fator de imprevisibilidade no andamento do caso.
  • A avaliação é de Lia Valls, economista do FGV Instituto de Economia e responsável pelo Indicador de Comércio Exterior (Icomex).
  • As áreas mais difíceis de rebater, segundo ela, são combate à corrupção, regulação de plataformas digitais e o Pix.

O Brasil tem pouca margem para negociar as principais acusações apresentadas pelos Estados Unidos na investigação aberta pela Seção 301, que pode resultar em tarifas sobre produtos brasileiros. A avaliação é da economista Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre e responsável pelo Indicador de Comércio Exterior (Icomex).

Segundo Valls, o processo envolve temas como combate à corrupção, regulação de plataformas digitais e o uso do Pix. Ela afirma que esses itens são os mais difíceis de refutar dentro das alegações dos EUA, tornando as negociações mais estreitas para o Brasil.

A especialista aponta ainda o papel do presidente Donald Trump como principal fator de imprevisibilidade no andamento do caso, que tramita em nível de governo dos EUA. A análise foi publicada pelo FGV Ibre, com base em dados do Icomex.

Contexto e impactos

A pesquisadora frisa que as decisões estadunidenses podem mudar conforme a evolução do diálogo com o Brasil e eventuais ajustes nas políticas brasileiras. O foco, porém, permanece nas áreas citadas e na forma como o país responde às alegações para reduzir o impacto sobre o comércio externo.

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