- Se o cybercrime fosse um país, seria a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, com impacto superior a US$ 10 trilhões por ano.
- O Brasil passou a ocupar posição central no mapa de ataques globais, impulsionado pela relevância do sistema financeiro e pela rápida digitalização de pagamentos e serviços bancários.
- O Pix já ultrapassou 170 milhões de usuários, consolidando-se como uma das maiores infraestruturas de pagamento instantâneo do mundo.
- Relatórios de threat intelligence apontam o Brasil entre os maiores alvos de ataques cibernéticos, principalmente na América Latina.
- A pressão dos ataques acelerou a maturidade técnica local em segurança financeira, abrindo espaço para exportação de inteligência, tecnologia e serviços de segurança.
O impacto econômico do cybercrime já supera US$ 10 trilhões por ano, segundo a Cybersecurity Ventures. Se fosse um país, o crime digital seria a terceira maior economia do mundo, atrás de Estados Unidos e China.
À medida que bancos, pagamentos e logística migram para ambientes conectados, fraudes, ransomwares e interrupções operacionais ganham escala mundial. O ritmo da digitalização aumenta a exposição a ataques.
O Brasil tornou-se um laboratório global dessa transformação, destacando-se pela relevância do sistema financeiro e pela rapidez da digitalização bancária. O Pix já soma mais de 170 milhões de usuários, consolidando-se como infraestrutura de pagamentos instantâneos.
Brasil como polo de segurança financeira
Relatórios de threat intelligence de IBM, Netscout, Trend Micro e Mandiant (Google Cloud) colocam o país entre os maiores alvos globais e o principal da América Latina, refletindo a densidade de ataques e a dependência tecnológica.
Essa pressão também impulsiona maturidade técnica local. Ataques frequentes aceleram prevenção a fraudes, resposta a incidentes e proteção bancária, abrindo espaço para exportação de inteligência e serviços de segurança.
O cenário indica que o Brasil não é apenas vítima, mas também protagonista na evolução da cibersegurança sul-americana, com impactos em políticas públicas, atuação do setor financeiro e cooperação internacional.
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