- O governo teme que os Estados Unidos imponham tarifas adicionais de forma unilateral no âmbito da seção 301, sem levar em conta os argumentos do Brasil.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que vai conversar com o secretário do Tesouro americano sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
- Durigan afirmou que não haverá postura de subserviência por parte do Brasil durante as negociações.
- Ele também citou que deverá haver notícia dos EUA sobre a 301 antes de a negociação ser encerrada.
- O objetivo é manter o diálogo e evitar medidas unilaterais que prejudiquem as relações comerciais entre os dois países.
O governo brasileiro voltou a manifestar preocupação com a possibilidade de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos no âmbito da investigação da Seção 301, sem que os argumentos do Brasil sejam considerados. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na última quinta-feira.
Durigan explicou que o tema envolve a possibilidade de decisões unilaterais dos EUA e ressaltou a necessidade de levar em conta as colocações do Brasil durante as negociações em curso. O ministro ressaltou que o governo brasileiro não pretende abrir espaço para qualquer postura de submissão aos interesses externos.
O ministro revelou ainda que vai manter contato com o secretário do Tesouro americano para tratar da questão. A ideia é discutir, entre outros pontos, a eventual classificação de facções criminosas como organizações terroristas, mantendo uma linha de diálogo firme e independente.
O Ministério da Fazenda não detalhou prazos para as conversas nem especificou quais argumentos deverão prevalecer. A orientação é buscar esclarecimentos e manter a transparência do processo de negociação, com a expectativa de evitar medidas que afetem o comércio brasileiro.
A pauta de 301 ganhou relevância diante do histórico de medidas dos EUA e da importância do papel brasileiro na relação econômica mundial. A comunicação entre Brasília e Washington deve seguir com reuniões e consultas oficiais nas próximas semanas, segundo fontes ligadas ao governo.
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