O governo federal precisa realizar em 2026 cerca de dois leilões rodoviários por mês para cumprir a meta de 13 certames no ano. A agenda combina novos projetos com repactuações em meio a aperto orçamentário dos órgãos de concessões.
Até agora, apenas dois ativos federais foram leiloados neste ano: Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA). Com isso, cerca de 85% dos certames estão concentrados no segundo semestre, e não há leilões programados para junho.
O próximo leilão já definido é da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), marcado para julho. Se todos os ativos forem realizados, o país atinge o recorde de 13 certames em 2026, igualando o desempenho de 2025.
O que está em carteira
Além da Régis Bittencourt, a carteira inclui a Rota 2 de Julho (ViaBahia), a Rota Vale do Café e os lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. Também há repactuações de contratos, como Arco Norte e Transbrasiliana.
A gestão aponta que, desde 2023, já ocorreram 24 leilões rodoviários federais, com investimentos superiores a 260 bilhões de reais. No ritmo atual, a aposta é manter a continuidade mesmo com dificuldades orçamentárias.
Desafios e perspectivas
O governo tem contingenciamentos: o orçamento federal bloqueou cerca de 8,3 bilhões de reais para infraestrutura, sendo 1,7 bilhão no Ministério dos Transportes e 56 milhões na ANTT, vinculados à regulação. Essas restrições afetam o planejamento de novas licitações.
Para especialistas, a qualidade dos projetos é mais determinante que o número de leilões. Acelerador de estudos pode aumentar riscos no início dos contratos, enquanto investidores seguem com forte interesse na área rodoviária.
O cenário institucional também pesa. Advogados ressaltam que questões de estruturação, modelagem e consenso entre partes influenciam o ritmo dos leilões, independentemente do calendário eleitoral. A agenda, porém, já vem sendo planejada para os próximos dois anos.
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