- Lula pediu que o vice-presidente Geraldo Alckmin atue diretamente contra possível novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros.
- O Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos propôs tarifas de 25% sobre importações do Brasil, com exceção de itens sujeitos às tarifas de segurança nacional; a decisão final fica com o presidente Donald Trump.
- Mesmo após deixar o comando da Indústria e Comércio, Alckmin criou canais de diálogo com os EUA diante das primeiras medidas tarifárias.
- Lula deve promover, nesta terça-feira, uma reunião com a equipe técnica, com a participação de Alckmin, para discutir argumentos contra a medida.
- Nos EUA, haverá consultas públicas e audiências; a audiência sobre a ação está marcada para 6 de julho de 2026 e o prazo final para definição é 15 de julho de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que o vice-presidente Geraldo Alckmin deve atuar diretamente contra um possível novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A proposta partiu do USTR, órgão responsável pela política comercial externa, em documento divulgado na noite de ontem.
Alckmin, que deixou a pasta de Indústria e Comércio, passou a manter canais de diálogo com os EUA após as primeiras medidas tarifárias anunciadas. Lula discute a estratégia com a equipe técnica e deve ouvir Alckmin em reunião ainda nesta terça-feira.
A ideia é levantar argumentos técnicos para contestar a avaliação norte-americana, segundo fontes oficiais. O objetivo é demonstrar que a medida não se sustenta em critérios econômicos, mantendo o foco no impacto para setores brasileiros.
Desdobramentos e agenda diplomática
As consultas públicas norte-americanas devem ocorrer antes de qualquer decisão definitiva. A audiência sobre a proposta está marcada para 6 de julho de 2026, conforme o USTR. O prazo para definir sanções, se houver, vai até 15 de julho.
Pelas regras do processo, o governo brasileiro poderá apresentar contatos diplomáticos e técnicos para defender interesses do Brasil. A atuação de Alckmin busca ampliar o diálogo com Washington e evitar medidas que afetem exportações brasileiras.
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