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Moda: indústria prevê queda de competitividade e empregos com tarifa dos EUA

Tarifa dos EUA pode reduzir a competitividade do têxtil brasileiro, encarecer produtos e ameaçar empregos e contratos em moda praia e íntima

Abit: “A indústria de confecção do Brasil vê com muita preocupação qualquer tarifa adicional sobre as suas vendas para os Estados Unidos' — Foto: Pexels/Pixabay
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  • A possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre têxteis e confecção brasileira preocupa o setor, pois impactaria nichos de alto valor agregado e dificultaria a internacionalização de marcas nacionais.
  • A Abit afirma que a sobretaxa prejudicaria contratos já negociados e encareceria produtos brasileiros, afetando especialmente quem exporta para o terceiro maior destino do setor.
  • Segmentos como moda praia e moda íntima seriam diretamente atingidos, com risco potencial de queda de empregos nas empresas muito dependentes do mercado americano.
  • O varejo, representado pela Abvtex, acompanha o efeito sobre a cadeia de suprimentos: a competitividade da indústria é vista como essencial para manter as prateleiras no Brasil, mesmo diante de possíveis mudanças.
  • O cronograma do USTR prevê audiências e prazos de comentários em junho e julho, com decisão final após o processo.

O setor têxtil e de confecção brasileiro expressou preocupação com a possibilidade de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que afetariam nichos de alto valor agregado e a estratégia de internacionalização de marcas nacionais. A discussão ocorre em meio a um cenário de competição global e tem impacto direto nas cadeias de suprimento do varejo de moda.

A Abit destacou que tarifas adicionais elevam o custo dos produtos nacionais e prejudicariam contratos já negociados, além de colocar em risco empregos em empresas com forte concentração de exportação para os EUA. O mercado americano é visto como vital para moda praia e moda íntima, segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da associação.

Para o varejo, a Abvtex mantém monitoramento sobre impactos na cadeia de fornecedores locais. Edmundo Lima, diretor executivo, afirma que a competitividade da indústria sustenta as prateleiras no Brasil e avalia efeitos de mudanças no fluxo comercial sobre fornecedores e compradores. Os impactos não se resumem a preço ao consumidor.

Mesmo com a possibilidade de redirecionar produção para o mercado interno, a percepção é de que não haverá queda imediata de preços. Oscilações cambiais, custos logísticos e variação de insumos importados podem neutralizar ganhos com maior oferta doméstica, tornando prematura qualquer avaliação de impacto líquido.

As entidades destacam a necessidade de acompanhar o cenário interno, inclusive diante da concorrência com plataformas digitais asiáticas, que Fernando Pimentel classifica como um desafio que pode reduzir a geração de riqueza no país. A atenção é também para a evolução do comércio externo e seus efeitos competitivos.

Cronograma do processo do USTR

  • 22 de junho: prazo para pedir participação em audiência pública
  • 1º de julho: prazo final para comentários escritos
  • 6 de julho: audiência pública nos EUA sobre as tarifas propostas
  • Decisão final do governo americano sobre as medidas ainda está pendente

As autoridades brasileiras acompanham com cautela o desenrolar do tema, que pode alterar o equilíbrio entre exportação, produção local e competitividade no varejo de moda. Fontes associativas reiteram o compromisso com a transparência e a comunicação de impactos aos agentes do setor.

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