- Natália Alves Duarte Barbosa, procuradora do Banco Central e professora do IDP, afirma que o Pix entrou na mira por ter alcançado adesão ampla e promovido inclusão financeira.
- Em entrevista no XIV Fórum Lisboa, ela disse que o avanço tecnológico é caminho para o Brasil enfrentar pressões econômicas internacionais e fortalecer sua posição global.
- O relatório da USTR acusa o Brasil de favorecer o Pix e sugere taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.
- A instituição sustenta que o BC incentiva a disponibilidade e o uso do Pix, o que poderia prejudicar empresas como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay.
- Natália ressalta que o debate evidencia o protagonismo de soluções tecnológicas desenvolvidas no Brasil.
O Pix ganhou atenção internacional ao mostrar resultados concretos de inclusão financeira no Brasil, segundo Natália Alves Duarte Barbosa. A procuradora do Banco Central e professora do IDP afirmou em entrevista ao Migalhas durante o XIV Fórum de Lisboa que o sistema se tornou referência por promover autonomia no mercado de pagamentos.
Ela explicou que o Pix contribui para reduzir dependências externas e aperfeiçoar a eficiência das transações, destacando o papel de políticas públicas na inovação tecnológica nacional. A fala ocorre em meio a cobranças de Estados Unidos sobre o tratamento dado pelo BC ao sistema de pagamentos instantâneos.
Na avaliação de Barbosa, o avanço tecnológico é essencial para enfrentar pressões econômicas globais e fortalecer a posição brasileira. O Pix seria um exemplo de política pública com ampla adesão popular e impactos relevantes no mercado financeiro.
Contexto internacional
A repercussão internacional envolve críticas do governo dos EUA ao Pix. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) considerou que o BC favorece o sistema, alegando prejuízos a empresas como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. O relatório sugere a taxação de 25% para parte de produtos brasileiros.
A investigação faz parte de um processo sobre práticas comerciais desleais. As conclusões devem passar por manifestações do governo brasileiro e de empresas interessadas antes de qualquer medida comercial ser adotada.
Para Natália, o debate evidencia o protagonismo de soluções tecnológicas desenvolvidas no Brasil. A procuradora ressalta que o tema destaca a capacidade de atuação do país em cenários de competição econômica internacional.
O Fórum de Lisboa
O XIV Fórum Lisboa ocorre de 1 a 3 de junho, com o tema Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania. O encontro reúne autoridades e especialistas para debater inteligência artificial, regulação de plataformas digitais, proteção de crianças online, segurança pública e impactos da tecnologia na democracia.
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