- A fronteira financeira do Nubank anunciou a saída de Guilherme Lago, CFO há cinco anos; Rob Livingston, ex-Visa, foi nomeado para o cargo a partir de 13 de julho.
- A mudança acontece em meio a dúvidas sobre a qualidade dos ativos e a expansão nos Estados Unidos, gerando reação negativa de analistas, que mantêm recomendação de compra.
- As ações negociadas em Nova York caíam about 7,6% pela manhã, chegando a aproximadamente US$ 12, em meio a um recuo acumulado próximo de 30% em 2026.
- O BTG Pactual retirou o papel da carteira de junho, substituindo pela recomendação do Itaú Unibanco; o Citi cortou o preço-alvo de US$ 22 para US$ 18.
- O J.P. Morgan classificou a mudança como negativa, apesar de manter a recomendação de compra; analistas destacam que o Brasil continua como principal motor do negócio.
A saída do chief financial officer (CFO) Guilherme Lago do Nubank provocou reação de analistas de BTG Pactual, Citigroup e J.P. Morgan. As avaliações indicam que a mudança chega em meio a incertezas sobre qualidade de crédito e expansão nos EUA. O papel caiu em Nova York nesta terça-feira.
O Nubank confirmou a nomeação de Rob Livingston, ex-CFO da Visa para a América do Norte, para substituir Lago a partir de 13 de julho. Livingston já teve passagem pela Capital One e ficará responsável pela organização financeira global, planejamento de capital, relações com investidores e desenvolvimento corporativo.
Lago deixa o cargo após cinco anos como CFO, mantendo o status de conselheiro especial até 31 de agosto. O movimento ocorre em meio a outra mudança na cúpula: Roberto Campos Neto foi nomeado chairman do conselho da Nubank N.A., após a aprovação regulatória para atuação como banco nacional nos EUA.
A reação de analistas apontou que a notícia brinda um novo desafio para a gestão financeira. O J.P. Morgan classificou a mudança como negativa, sem alterar o preço-alvo, e ressaltou o histórico de turnover que já gerou ruídos em 2025. O analista destacou que a prioridade deve ser o foco local.
O BTG Pactual retirou Nubank da carteira de junho, substituindo pela Itaú Unibanco, e manteve recomendação de compra com preço-alvo de US$ 21. O Citi reduziu o preço-alvo de US$ 22 para US$ 18 e revisou a tese, citando deterioração esperada na qualidade dos ativos em 2026.
Segundo as avaliações, o Nubank ainda enfrenta dúvidas sobre a qualidade de crédito e a rentabilidade. Os analistas afirmam que a empresa precisa manter boa qualidade de ativos e melhorar o NIM ajustado ao risco para justificar o crescimento da carteira de empréstimos.
Os analistas do Citi projetam lucro líquido de US$ 4,1 bilhões para 2026 e US$ 5,2 bilhões para 2027, com estimativas abaixo do consenso da Bloomberg. A tese aponta que a expansão nos EUA exige controles mais rígidos sobre o risco de crédito.
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