- Estrangeiros são atraídos pelo Brasil por ter commodities como minério de ferro e petróleo, além de potencial para abrigar data centers de IA, o que gera fluxo positivo de investimentos.
- O CEO da Verde Asset destaca uma dicotomia entre cenário de curto prazo mais equilibrado e risco fiscal no longo prazo, e afirma que há baixo dinheiro fora do Brasil entre os brasileiros; cita CDI com juro real de 9% e duration de um dia, além de bancos sólidos.
- Investimentos isentos de tributação, que já somam cerca de R$ 3 trilhões, seguem atraindo recursos locais, apesar de perderem fôlego recentemente.
- sobre a guerra no Oriente Médio, ele prevê uma trégua até o início da Copa do Mundo de 2026, com abertura do evento nos Estados Unidos, México e Canadá no dia 11.
- Em relação aos impactos econômicos, aponta maior efeito na inflação do que na atividade, ressaltando inflação de petróleo e bens industriais, enquanto salários e aluguéis permanecem sob controle. A Asia é apontada como grande exportadora de deflação.
O gestor Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset e do Fundo Verde, afirmou que o Brasil atrai capital estrangeiro por produzir commodities como minério de ferro e petróleo, além de ter potencial para abrigar data centers de inteligência artificial. A declaração ocorreu durante uma live promovida pela corretora Avenue nesta terça-feira, 2.
Segundo o executivo, o ambiente de juros altos no Brasil mantém o patrimônio dos brasileiros principalmente em ativos domésticos, enquanto investidores estrangeiros veem o país como gerador de dólar, impulsionado pelo setor de commodities e pela possibilidade de infraestrutura para IA.
Stuhlberger avaliou que o cenário externo funciona como fator de atratividade, com o CDI oferecendo juro real próximo de 9% e duração curta, em meio a um sistema financeiro considerado sólido. Ele citou ainda o mercado de ativos isentos de tributação, que tem atraído aportes locais e já soma cerca de 3 trilhões de reais.
Perspectivas geopolíticas e impactos econômicos
Sobre o conflito no Oriente Médio, o gestor indicou a possibilidade de uma trégua até o início da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos EUA, México e Canadá, com abertura marcada para 11 de novembro. A análise destaca a tendência de pacificação temporária até as eleições federais americanas de meio mandato, em 3 de novembro de 2026.
Stuhlberger mencionou ainda que, se houver avanços, o Partido Republicano pode enfrentar dificuldades na Câmara e no Senado, o que influenciaria o cenário político interno dos EUA. Em cenários hipotéticos, ele cogitou participação de seleções iranianas em jogos realizados nos EUA e possíveis reações políticas.
Na ótica do impacto econômico, o estrategista apontou que a inflação foi o principal efeito da guerra global, elevando gastos com defesa e pressionando políticas públicas, sem, contudo, impulse maior da atividade econômica mundial. O comentário reforça a visão de que o mundo não vive um cenário amplamente inflacionário, ainda que haja pressão sobre petróleo e insumos industriais.
Entre na conversa da comunidade