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Analistas elegem nova ação favorita no exterior em junho, sem relação com IA

Eli Lilly lidera carteiras externas em junho, elevando o peso do setor de saúde e sinalizando retorno imediato frente às apostas em IA

Analistas têm nova queridinha no exterior em junho - e essa ação não tem relação com IA — Foto: Getty Images
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  • Eli Lilly ficou em destaque nas recomendações externas em junho, aumentando o peso de 6% para 20% nas carteiras de cinco instituições.
  • O “timing” ganhou força: a Nvidia, líder de IA, passou a ter peso menor relativo, enquanto o setor de saúde ampliou bastante a participação, chegando a quase 30% do total.
  • Lilly passou de uma citação em maio para três em junho, recebendo apoio da Ágora e do BTG, e empatou com Apple e Meta em número de menções, ficando em sexta posição no ranking.
  • O setor de saúde tornou-se a segunda tese de convicção, com evidência de retorno imediato, enquanto ações de tecnologia passam a exigir resultados mais palpáveis para justificar os investimentos.
  • Entre grandes mudanças, Empiricus elevou Nvidia para 15%, BTG/Ágora/Santander apoiam Lilly, e a prática de rotas geográficas aponta maior peso de ações estadounidenses, com algumas reduções em firmas como Visa.

Nos aportes de junho, analistas passam a mirar fora da IA e veem maior peso em uma farmacêutica nos pregões internacionais. A Eli Lilly, fabricante de Mounjaro e Zepbound, ganhou espaço nas carteiras recomendadas, superando a Nvidia em preferência entre as instituições. O peso da Lilly subiu de 6% em maio para 20% em junho.

O estudo mensal do Valor Investe, que compara carteiras de cinco instituições (Ágora, BTG Pactual, Empiricus, Santander e XP), mostra a Lilly ampliando seu destaque. Enquanto Nvidia também cresce, a subida da farmacêutica transformou-a em referência de consenso entre analistas.

As mudanças ocorreram com apoio de três relatórios independentes que defendem a alocação na Lilly no mês. Ela empata em citações com Apple e Meta, ficando em sexto lugar no ranking geral, à frente de nomes como J.P. Morgan e Alphabet.

A migração de foco reflete a percepção de que a Lilly entrega resultados atuais, enquanto o setor de tecnologia depende de ganhos futuros em IA. Além disso, acordos com planos de saúde nos EUA podem ampliar o acesso aos seus medicamentos, ampliando o volume de vendas.

Entre os componentes da carteira, o BTG Pactual, Ágora e Santander destacam a Lilly como defesa de receita estável e expansão de pacientes. A ideia é equilibrar liquidez com exposição a empresas que mostram crescimento consistente.

Ainda assim, o setor de tecnologia permanece presente. Nvidia, Microsoft, Amazon mantêm quatro recomendações cada, mas o tom é mais contido, com foco em empresas que apresentem melhor relação risco-retorno. Mudanças ocorrem para reduzir concentração.

A Empiricus reforçou a aposta na Novo Nordisk, por demanda pelo Wegovy e queda recente da action nos últimos 12 meses. Já a XP não alterou posições, mantendo AstraZeneca como maior posição individual. A BTG preserva Johnson & Johnson como tese de resiliência.

No conjunto, o setor de saúde elevou sua participação de cerca de 10% para quase 30% do peso agregado nas cinco carteiras, configurando a segunda tese de convicção das recomendações para junho. A IA continua presente, porém com menor protagonismo relativo.

O relatório do Santander aponta ganhos da Microsoft com a Azure e margens fortes em Intelligent Cloud, enquanto reduz a fatia da Meta devido a desafios de monetização e questões regulatórias em mercados internacionais. A gestão de capital é citada como fator decisivo.

Observa-se, ainda, uma migração geográfica: investidores passaram a favorecer ações americanas, reduzindo posições em empresas como Mercado Livre, Coinbase e TSMC. O mercado orienta-se por resultados recentes e pela percepção de valor presente versus promessa futura.

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