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Cigarros ilícitos atingem 10% do mercado europeu pela 1ª vez desde 2014

Ilícitos somam 11% do mercado europeu em 2025, maior peso desde 2014; falsificações sobem 13%, atingem 24.700 milhões de unidades e pressionam a arrecadação da União Europeia

Intervención de la Guardia Civil contra una organización de contrabando y falsificación de tabaco que operaba desde Málaga, Granada, Córdoba y Valencia, en una imagen difundida por el instituto armado.
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  • Em 2025, o consumo de cigarrillos de origen ilícito na União Europeia atingiu 55,3 bilhões de unidades, equivalentes a 11% do mercado total, o maior peso desde 2014.
  • O mercado total de cigarrillos na região somou 500,5 bilhões em 2025, com queda de 4,1% em relação a 2024; compras legais caíram 5,5%.
  • As falsificações cresceram 13% no último ano, totalizando 24,7 bilhões de unidades, quase 45% do total de ilícitos e cerca de 5% do mercado.
  • França apresenta a maior incidência de cigarros falsificados (40%), seguida pelo Reino Unido (15,5%) e Letônia (12,9%).
  • Na Espanha, as falsificações subiram 50% em 2025, para 870 milhões de unidades (61% do ilícito no país); o volume total ilícito foi de 1,42 bilhão (3,6% do consumo total). A Guarda Civil apreendeu 11 milhões de cigarros e mais de oito toneladas de tabaco em operação contra contrabando e falsificação.

A venda de cigarros ilícitos atingiu 11% do mercado europeu em 2025, o maior peso desde 2014, segundo um relatório conjunto de KPMG e Philip Morris. O volume chegou a 55,3 bilhões de unidades, representando um aumento de 6% frente a 2024. A queda do consumo total ajuda a explicar a participação maior dos ilícitos.

O estudo aponta que, além do crescimento de falsificações e contrabando, houve redução de 4,1% no consumo total de cigarrillos entre os 38 países avaliados. O faturamento fiscal também recuou, com perda estimada de 22,4 bilhões de euros, 15% mais do que em 2024.

Três categorias de origem não legal são identificadas: ilícitos brancos, contrabando e falsificações. As falsificações cresceram 13% em 2025, totalizando 24,7 bilhões de unidades, ou quase 45% do total de produtos ilícitos e 5% do mercado. Em 2021, as falsificações representavam 35%.

O relatório indica que as falsificações devem seguir crescendo, com produção em fábricas ilegais dentro dos 38 países analisados e aumento próximo aos mercados de consumo final. Christos Harpantidis, da Philip Morris International, aponta vulnerabilidades regulatórias que favorecem o ilícito.

Panorama na França e outros mercados

A França registra a maior incidência de cigarros ilegais na UE, correspondendo a 40% do total. Em 2025, os falsificados cresceram quase 25% e chegam a cerca de 20% do consumo total no país. Reino Unido aparece com 15,5% e Letônia, com 12,9%.

Espanha, na parte baixa da região

Na Espanha, os cigarros falsificados cresceram 50% em 2025, somando 870 milhões de unidades, o que representa 61% do consumo ilícito no país. Em 2021, esse compartilhamento era de 21%.

Conforme o estudo, o volume total de ilícitos na Espanha foi de 1,42 bilhão de unidades, correspondentes a 3,6% do consumo total. Em 2024, o percentual era de 3,3%, mas com ressalvas metodológicas sobre comparabilidade.

A Espanha ocupa o 10º lugar em volume de cigarrillos ilícitos consumidos na UE, e o 28º quando se observa o peso relativo no mercado. O país fica acima de mercados como Alemanha (3%) e Itália (2%), mas abaixo de França (41%), Irlanda (35%) e Reino Unido (32%).

Para o fisco espanhol, o relatório estima impacto de 284 milhões de euros. Regiões com maior efeito do crime organizado incluem Andaluzia e Extremadura.

Operação da Guardia Civil

Nesta semana, a Guardia Civil informou a apreensão de 11 milhões de cigarros e mais de oito toneladas de rapé de tabaco, avaliados em 5 milhões de euros, em ações contra contrabando e falsificação. As atividades ocorriam em Málaga, Granada, Córdoba e Valencia, com cadeia de produção que simulava marcas registradas, sem controle fiscal.

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